Curtas. Ed. 144

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Richa é o grande beneficiário nativo da opção de Marina

Entre os candidatos às majoritárias, o governador Beto Richa foi o grande beneficiário, no Paraná, da opção de Marina Silva pelo PSB. Aqui, o PSB é o partido aliado mais próximo de Richa. Liderado por Luciano Ducci, o ex-prefeito de Curitiba, que Richa apoiou na eleição passada, e que já declarou seu apoio e empenho pela reeleição do governador, o PSB estará inteiramente comprometido com o PSDB no ano que vem.

Pois, pois, a força que resulta da união de Eduardo Campos e Marina Silva vai convergir, aqui no Paraná, em favor de Beto Richa, o que significa mais um duro golpe nas pretensões de Gleisi Hoffmann e do PT de conquistar o poder no Paraná. E, é claro, alavanca a candidatura do próprio Luciano Ducci a deputado federal, o que põe em risco muito concorrente tucano, petista e do PMDB.

 

Quem cuida do caixa

A procuradora Jozélia Nogueira Broliani é a nova secretária da Fazenda do Paraná. A expectativa é de que mude o estilo e o desempenho na Secretaria, onde herdará dificuldades deixadas pela gestão de Luiz Carlos Hauly.

 

Loiras e boas

Com 11 homens e cinco loiras, em menos de dois anos uma quadrilha em atividade em sete Estados brasileiros desviou R$ 300 milhões de institutos de previdência complementar de servidores municipais. Convencido de que a oferta de beleza feminina poderia ser usada como um argumento irresistível para seduzir prefeitos, que têm o direito legal de movimentar, com uma assinatura, as milionárias reservas que garantem a aposentadoria complementar de funcionários públicos, o doleiro Fayed Traboulsi foi à luta por um mercado próspero e seguro.

 

A solução do Campagnolo

Candidato a vice-governador na chapa da ministra Gleisi Hoffmann, do PT, o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, liderou uma comitiva de 30 empresários dos ramos de madeira e móveis, que foi pedir ao governador Beto Richa a extinção do salário mínimo regional, que hoje varia de R$ 882,59 a R$ 1.018,94. Pois, pois, Campagnolo gosta do partido no poder, mas não gosta dos trabalhadores.

 

Não funciona

Na semana seguinte à aprovação de dois novos partidos políticos pela Justiça Eleitoral, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, disse que o número de siglas no Brasil é “péssimo para a estabilidade do sistema político” e que, “mais cedo ou mais tarde”, o País terá de adotar uma cláusula de barreira.

— Nenhum sistema político funciona bem com 10, 12, 15, muito menos com 30 partidos, afirmou Barbosa.

 

Poderoso

Ainda influente em Brasília, o ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção no escândalo do Mensalão, conseguiu nomear Simone Patrícia, sua namorada, para um cargo de assessoria no Congresso. Salário: 12.800 reais.

 

Na cabeça

O presidente paraguaio Horácio Cartes garantiu à presidente Dilma que seu país volta ao Mercosul até o fim do ano. Para desfazer o mal-estar, desde seu afastamento, Dilma ofereceu ao país vizinho a presidência rotativa, hoje exercida pela Venezuela. Esta, deveria ser ocupada pela Argentina, cuja presidente, Cristina Kirchner, teria aceitado a mudança da ordem em nome da concórdia.

 

Aula de Lerner

Jaime Lerner deu um nó na CPI do Pedágio. Senhor do assunto, respondeu todas as perguntas com tal domínio que acabou convidado a dar uma consultoria para a CPI e apresentar soluções para o tema e seus problemas atuais. Não titubeou:

— Nunca me recusei a contribuir para encontrar soluções adequadas, vou apresentar as minhas sugestões, disse ele.

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