Imaginação e criação de Pedro Castro: moda

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A palavra moda foi introduzida em nossa língua no século XVIII. Provém do francês mode: costume, hábito, maneiras, uso, segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa de Antônio Geraldo da Cunha. Da palavra, derivaram expressões como “estar na moda”, “ser moderno”, “fora de moda”. E aplica-se para muitas manifestações e comportamentos humanos. No campo da fotografia existe o que se chama “fotografia de moda”, isto é, aquela que lida com as tendências do vestuário e seus acessórios. É um dos vários ramos da fotografia. E esse ramo depende de uma verdadeira multidão de profissionais a trabalhar naquilo que, depois de criado e executado, as pessoas vão ver como imagem impressa em revistas especializadas ou em anúncios, folhetos, etc. O começo se dá em uma empresa, pelos seus criadores e designers, passa por vários desenvolvimentos e modificações até chegar, por último mas não menos importante, no fotógrafo. É com o olhar dele que se dá a dimensão da peça criada. A mostrar visualmente toda a sua potencialidade e força. A encantar pela sua criatividade. A provocar nos consumidores a vontade de possui-la.

Pedro Egidio de Souza Castro, um curitibano de 38 anos, tem um trabalho bastante criativo nesse difícil e competitivo campo da fotografia. Difícil, principalmente, pela sobreposição de egos e vaidades. Competitivo porque, naquele universo que podemos chamar de onírico, com modelos, produtores, maquiadores, roupas e acessórios, visões muitas vezes antagônicas entre os profissionais envolvidos, pode fazer surgir ou sepultar uma ou mais carreiras. Ou o produto e sua criação.

Pedro Castro passou por várias experiências até chegar onde queria. Entrou em quatro cursos, após quatro vestibulares e nenhum o agradou. Abandonou tudo e foi trabalhar como assistente de produção numa empresa de filmes comerciais e depois com a produtora Bia Maestri no estúdio do Fernando Ziviani. E foi ali que descobriu a sua vocação, a fotografia. Em seu imaginário a imagem sempre esteve presente. Aos 9 ou 10 anos interessou-se pelas artes plásticas: cerâmica, crayon, pintura, desenho. E, também, pela fotografia. Passava horas com livros de grandes fotógrafos nas mãos a examinar cada composição, cada ângulo, cada luz. Mario Testino, o famoso fotógrafo peruano que trabalha em Londres, foi sua primeira influência. Também o brasileiro Luiz Trípolli, o catalão-brasileiro J.R.Duran, os americanos  Terry Richardson, Richard Avedon, o inglês David Bailey, o alemão Helmuth Newton. (Quando vi seu belo portfólio notei influência de Helmuth Newton. Disse-me que só veio a conhecer o trabalho de Newton depois de ter clicado as fotos que vi.)

A admiração pela beleza dos modelos, principalmente a feminina, o fez analisar as fotografias de moda. Com as honrosas exceções do mestres já citados e mais alguns outros, via a moda exposta como mercadoria, para consumo, não como arte.

Pedro, então, começa seus estudos. Primeiro em Curitiba. Depois vai para Londres, em 2009, onde faz um workshop na Saint Martins College of Arts and Design. Em Madri cursa pós-graduação em fotografia (luz e técnica de fotografia) na EFTI – Escuela de Fotografia, em 2010. Depois de um ano e meio na Espanha, faz seu portfólio e amplia o conceito em relação entre fotografia de moda e arte. Torna a se mudar e vai para a Itália, Milão, onde faz mestrado de fotografia de moda no Istituto Marangoni, depois de fazer quatro etapas de provas para entrar. E após pouco mais de um ano de Lombardia resolve mudar-se. Veio com o seu potencial criativo de volta à sua terra. Com o talento que tem, aliado a uma imaginação poderosa, tenho a certeza que irá fazer uma bela carreira nos centros de moda. Neste ensaio fotográfico misturei fotos especialmente criadas para esta Ideias com a colaboração de sua parceira Lilian Marchiori e fotos de seu portfólio europeu. Seja bem-vindo.

 

 

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