O petróleo do Campo de Libra é patrimônio nacional, que não pode ser vendido!

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O governo federal quer leiloar o Campo de Libra, localizado na camada de pré-sal na Bacia de Santos, em São Paulo. E eu, como senador da República, sou frontalmente contra. Por várias razões. Em primeiro lugar, por tratar-se de um campo já perfurado e testado.

A Petrobras pagou à União pelo Campo. Pela cessão, deveria extrair 5 bilhões de barris, mas, depois das perfurações, encontrou reservas equivalentes a 24 bilhões de barris. Pela lei, a União deveria negociar um contrato de partilha com a empresa pelos 19 bilhões excedentes, mas, em vez disso, resolveu leiloar o campo.

É algo inédito no planeta. Nem país militarmente ocupado leiloa petróleo já descoberto. Trata-se do nosso maior patrimônio. Da mais eficiente fonte de energia. Da matéria-prima para mais de três mil produtos. E vamos leiloar, entregar a exploração para empresas estrangeiras.

Libra é uma área estratégica, de preservação do interesse nacional. E deve continuar sendo explorada pela Petrobras. Não temos necessidade nenhuma em apressar o leilão e a exploração do Campo de Libra. Mas há um apagão de interesse no Congresso Nacional sobre a questão do petróleo.

Há ainda outros fatores. Como todos sabem, fomos vítimas da espionagem norte-americana. Ou seja, informações estratégicas sobre o Brasil, nossa economia e nossas reservas de petróleo foram roubadas e compartilhadas. É uma agressão à soberania nacional e compromete irremediavelmente a realização do leilão.

Além disso, há pontos obscuros no edital do leilão, que comprometem até mesmo nosso meio ambiente e não deixam claro o cumprimento dos direitos dos trabalhadores. O Campo de Libra deve produzir pelo menos um milhão de barris por dia, o equivalente à metade do que o País extrai atualmente. No projeto, espera-se instalar de 12 a 18 plataformas de grande porte.

Defendo que 100% do petróleo seja controlado pela União. Defendo nossa soberania. Plataformas, embarcações de apoio, helicópteros, maquinários, insumos devem ser brasileiros, gerando renda e garantindo empregos no Brasil.

Somos aqueles 300 picaretas sobre os quais o Lula falava? Ou existe nacionalismo de verdade, interesse público e coragem para defender o País?

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