A estreia de Dédallo

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Dédallo Neves estreia neste mês como escritor. Um conto mostra a qualidade do seu texto literário, embora ele insista que nasceu para ser historiador, projeto que construiu ainda menino e que permanece como guia principal de sua vida.

Mas o historiador muitas vezes doa seu tempo para que ele escreva ficção. Aí floresce o texto concentrado, poético, que dialoga com o leitor em vários planos. Que se abre em cardinales bonitas, como diz a letra da música popular, outro forte interesse do moço. Tanto que ele pensou em fazer sua tese de encerramento do curso sobre a história da música popular brasileira. Material não lhe faltou.

Ouve o melhor da obra de nossos compositores desde que nasceu em uma casa onde a cultura musical é forte.

Foi a Portugal por um ano para estudar e pesquisar as origens da nossa música. Pois, pois, na Universidade do Porto foi seduzido por outro tema. Virou medievalista, que tudo lê sobre a economia na Idade Média. O que não impediu que tomasse outros gostos. É ele quem diz: “tomei vários gostos que balançaram os alicerces da música. Criei várias expectativas futuras ao conhecer as boas coisas do Velho Mundo. As bicicletas de Amsterdã, os museus de Paris, as espanholas de Barcelona, o bacalhau de Portugal”.

Tudo bem, o bom nessa experiência é que ele não perdeu o gosto pelo que sabe fazer tão bem, que é escrever.

Dédallo Neves. Foto: Daniel Snege

Dédallo Neves. Foto: Daniel Snege

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