A revelação de Deniz Abruzzo

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Depois de ver uma exposição de fotografias no Sesc da Esquina em Curitiba, Deniz Abruzzo, então com 18 anos, já sabia exatamente o que queria em sua vida. A exposição foi uma revelação, uma epifania. Como tantos outros jovens, apaixonou-se pelas cores, luzes e sombras, enquadramentos, closes, contrastes, temas. Traçou seu caminho e com tenacidade e dedicação foi atrás do conhecimento. De posse de uma câmera Zenith, sem maior afinidade com as técnicas de abertura e velocidade, fotografou flores do jardim da casa de seus pais.

Na luz da manhã, bem cedinho, a aproveitar o volume da luz mais baixa do sol e o orvalho sobre as plantas, fez fotos que não o envergonharam. A partir daí segue para fazer uma série de cursos, custeando-os com seu trabalho em um escritório. Primeiro na Fhox de Curitiba, cujo proprietário, Carlos Dreher, também editava uma revista sobre fotografia em geral. Era um curso de iniciação, de uma semana, para alunos que viam a fotografia como um hobby.

Na conclusão do curso, numa competição entre os alunos, Deniz tira o primeiro lugar e tem sua fotografia publicada no jornal Gazeta do Povo. Matricula-se num segundo curso, técnica de fotografia, com duração de dois meses, e novamente é premiado com o 1º, 3º e 4º lugares. Mais um curso, de laboratório P&B, e resolve procurar um lugar para trabalhar com o que tanto gostava. José Vieira, fotógrafo de publicidade e dono do laboratório Prolab, contrata o moço cheio de vontade. Ali aprende a técnica da ampliação a cores e da revelação dos diapositivos. Porém, queria mais. Não bastava ser um técnico, queria ser um fotógrafo, um autor de imagens. Com 23 anos vai para São Paulo, capital, e trabalha com o fotógrafo Jokaff, onde aprende a fotografar em estúdio. Volta para Curitiba com um bom conhecimento da arte fotográfica e começa a trabalhar no mercado. Hoje é sócio do Estúdio Abruzzo junto com seu irmão Digiorgio Oliveira.

Com uma estrutura completa de estúdio fotográfico e criação de 3D para o mercado publicitário brasileiro e internacional, Deniz não descuida de seu trabalho autoral. Como empresário obriga-se a administrar seu precioso tempo. Nos seus raros momentos livres fotografa o que a sua criatividade inspira. Há em seus planos, fora do mundo comercial, uma série de projetos. Faço votos que os leve adiante, pois tenho a certeza que fará um trabalho competente. Neste número da Ideias os leitores poderão ver uma pequena amostra de seu trabalho.

 

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