Me leve para passear no seu disco voador…

ovni

Lembrando Arnaldo Antunes: “Peço, por favor. Se alguém de longe me escutar. Que venha aqui pra me buscar. Me leve para passear no seu disco voador…”.

Sempre tenho a sensação de que perdi alguma parte. Parece que sou um ET. O oportunismo impera. Quando vejo tantos pais para uma criança só, tenho vontade de bancar o rei Salomão e mandar cortar no meio. Porém, com tanta falta de caráter a criança seria fatiada, picada e se possível distribuída como lembrancinhas. Ou como santinhos, se fosse período eleitoral. Tudo isso me embrulha o estômago. Como é triste o oportunismo e a facilidade com que as pessoas se vendem. O pior é que tudo é encarado com normalidade. Não vou me adaptar. Não quero me adaptar.
Este não é o meu mundo.

O gerundismo é a prova que o mundo patina e não sai do lugar. Você precisa resolver a vida e quem atende é uma pessoa que estica o problema. Vou estar encaminhando. Vou estar retornando. Vou estar analisando. Que coisa! Por que as coisas são tão embrulhadas? Que tal atuarmos no presente do indicativo? Fazer, resolver, concluir. Viver, amar, trabalhar. Preferencialmente nessa ordem.

Quando a prática é de ação parece que destoa do senso comum. Já me acostumei com pessoas que se assustam comigo quando conto o horário que acordo. Juro que não é sacrifício. Faz bem levantar com a certeza que tudo dará certo. Pelo menos às 5 da matina esta é a minha certeza.

Cada vez que reclamo, acuso ou provoco os politicamente corretos o meu blog bomba de acessos. Não quero ser uma pessoa que usa isso como meio de vida. Morro de medo de cair no ridículo. Outros percebem que se aumentarem o tom da voz, das reclamações, das denúncias ou das simples implicâncias, pode ser bem lucrativo.

Os programas policiais beiram o surto. Há décadas vêm repetindo a mesma fórmula nojenta. Se cospem, babam, xingam… Elevam à milésima potência qualquer assunto. Quando conseguem convidados para o circo de horrores, os humilham e os ridicularizam. Porém, dependendo dos convidados, eles entram na mesma sintonia, na famosa vibe e fazem papel idêntico. O problema é que perdem a noção do que causa ou não indignação na sociedade. O tom já está muito alto e só resta esperar que outro mais esperto, com voz mais bonita, apareça. Ainda tem a possibilidade de ser absurdamente desmoralizado na primeira escorregada. Lógico, passou o tempo todo levantando suas pedras.

No humor, a apologia das mulheres gostosas e burras diverte. Peitão, bundão, voz fininha e extremamente burras. Já deu. Já cansou. Ainda tem a categoria da gostosa que trai o marido que por sua vez é burro. Então, somando A + B, o resultado é que burrice é engraçada. Será que é? Pensem…

Ainda tenho a capacidade de me indignar. Sinto muito informar, mas no meu mundo as relações são construídas com respeito, amor, lealdade e amizade. Então, fica difícil encarar este planeta de frente. Não são poucas as vezes que tenho vontade de berrar.
Me tirem daqui!!!

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