Prateleira. Ed. 145

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 Luigi Pirandello. Foto: Divulgação

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Considerado o romance mais complexo do grande dramaturgo, romancista e contista italiano Luigi Pirandello (1867-1936), Um, nenhum e cem mil é uma especulação metafísica, poética e bem-humorada do protagonista Vitangelo Moscarda sobre sua identidade. Esta edição traz apresentação do crítico Alfredo Bosi e uma entrevista que o historiador Sérgio Buarque de Holanda fez com o autor italiano, em 1927. Pela Cosac e Naify.

O primeiro Jacobsen

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Primeira obra traduzida no Brasil do maior romancista dinamarquês do século XIX, Jens Peter Jacobsen (1847-1885), autor de estilo único, que influenciou escritores como Rainer Maria Rilke e Thomas Mann. Este romance de formação narra desde as melancolias de menino do protagonista Niels Lyhne até as reviravoltas de sua vida adulta, percurso que inclui temas caros à época, especialmente matrimônio e ateísmo, tratados com a originalidade de um grande poeta. A edição traz ainda um poema de Jacobsen, com tradução de José Paulo Paes. Pela Cosac e Naify.

Sobre crime, processo, pena e desculpa

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Em seu mais recente livro, o delegado Rafael Ferreira Vianna apresenta uma seleção de ensaios sobre temas que envolvem a área criminal. Na nova publicação, o leitor encontrará informações sobre os critérios de culpabilidade e os tipos de crime. Além disso, reflexões sobre as possíveis causas que podem ter motivado o indivíduo também integram a coletânea. Os textos mostram um pouco da trajetória acadêmica do delegado.

Os contos de Nabokov

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O russo Vladimir Nabokov (1899-1977) é mais conhecido como romancista – e com boa razão: é o autor de um sucesso de escândalo como Lolita e de experimentalismos cultuados como Ada ou Ardor, ambos escritos em inglês, língua que Nabokov, exilado nos Estados Unidos a partir de 1940, fez sua.

Pois chegou a hora de ler os seus contos. Este Contos Reunidos que em boa hora aparece no Brasil passou por diversas edições entre 1995 e 2008, cada uma delas agregando mais títulos inéditos em livro. A maioria dos textos foi originalmente escrita em russo e traduzida para o inglês por Dmitri Nabokov, filho do autor.

O tema dominante é o universo melancólico dos emigrados russos, dispersos pela Europa e pelos Estados Unidos (mas há até uma aventura em uma selva tropical, Terra Incógnita, na qual figura uma das curiosas paixões do escritor, a caça a borboletas). A veia autocrática russa ganha uma representação farsesca em Assistente de Produção, com suas conspirações entre generais exilados em Paris.
Contos Reunidos (tradução de José Rubens Siqueira; Alfaguara; 832 páginas; 89,90 reais), de Vladimir Nabokov.

Segundo tempo

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Enquanto a discussão sobre a existência de uma literatura brasileira destinada a registrar – com generosidade – o mundo do futebol ainda tem fôlego, bons livros sobre o tema continuam aparecendo. O romance O segundo tempo, do autor gaúcho Michel Laub, não fala necessariamente daquilo que se passa dentro das quatro linhas, mas usa o universo do futebol para criar uma envolvente narrativa. A história se passa em Porto Alegre. Um clássico entre Grêmio e Internacional que pode mudar o destino de uma família.
E teria um enredo melhor para um autor gaúcho escrever sobre futebol?

O tempo envelhece depressa

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Uma das características mais recorrentes da literatura é o uso da passagem do tempo e do sentimento de finitude do homem como matéria-prima para a criação de grandes narrativas. Em O tempo envelhece depressa, o escritor italiano Antônio Tabucchi mostra perfeito domínio desse recurso. Neste livro, Tabucchi reúne contos protagonizados por personagens melancólicos, que tentam lidar com o sentimento de perda ao mesmo tempo em que procuram reinventar o passado. Para quem conhece a literatura do autor italiano e gostou do romance epistolar Está ficando tarde demais, certamente O tempo envelhece depressa é uma leitura recomendada.

Maiakóvski

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A antologia de poemas de Maiakóvski traduzidos por Boris Schnaiderman e/ou Augusto e Haroldo de Campos ainda é a melhor edição do poeta russo entre nós. Além da poesia, o livro conta com vários ensaios dos tradutores e organizadores da edição e apresenta o texto “Eu mesmo”, uma espécie de autobiografia de Maiakóvski em notas curtas.

Vladimir Maiakóvski é um dos maiores poetas russos do período moderno por expressar de maneira contundente, no pré e pós-Revolução de Outubro, os novos e contraditórios tempos que irrompiam pelas portas da História e as novas configurações que estes demandavam e assumiam.

A antologia, já consagrada como a mais representativa transcriação em língua portuguesa e comparável às melhores traduções internacionais, desenvolve um traçado sintético da evolução da obra maiakovskiana, no que diz respeito às formas tomadas por sua linguagem, documentando todas as fases deste percurso, desde as primícias do poeta até os últimos versos que escreveu e que só foram encontrados após o seu suicídio. Da Editora Perspectiva, 8ª edição.

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