Arlindo Ventura

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Foto: Brunno Covello

 

Magrão, Magrinho, Magrones, Torto. Arlindo Ventura atende por todos, atende a todos. Desde os doze anos detrás do balcão a servir, a serviço do mundo. Entre os doze e os quarenta, fez muita coisa: estacionamento, pipoca, bilhetes de loteria, foram tantas profissões, bicos e freelas que ele mesmo se perde. Desde os doze anos sozinho, perdeu a mãe e no trabalho descobriu a fuga da dor, a necessidade de viver. Mais tarde, já adulto, buscou um sonho em Londres, não deu. Mal sabem os ingleses o que perderam. Ainda bem para nós, voltou e nos presenteou com um dos botecos mais interessantes, atraentes, cativantes da cidade: O Torto Bar. Nasceu com o nome de seu ídolo, “o anjo das pernas tortas”, camisa sete do Botafogo, de Pau Grande – Garrincha. Magrão tem uma coleção invejável de recortes sobre o jogador, tudo que é notícia, fotografias, caricaturas, tudo, tudo, e divide com a gente, quem quiser pode ver tudo isso lá no bar espalhado pelas paredes. Curioso, quis saber mais. Foi até o vilarejo onde nasceu Garrincha para conhecer toda sua história, desde o seu início: parentes, dos mais próximos aos mais distantes, amigos e qualquer outro que pudesse trazer boa anedota.

Em 2008, já com cinco anos de Torto, começou a estremecer a esquina da Paula Gomes com a Duque de Caxias, realizou um evento em homenagem ao cinquentenário da Copa de 1958. Foi em 2010, no entanto, a tacada de mestre: Quadra Cultural. Bom com os nomes, bom com as ideias, Arlindo Ventura criou um evento de sucesso, que caiu no gosto do público do bar e além mais. Eclético, começou com as Irmãs Galvão, passou pela cafonice de Odair José, a batucada de Germano Mathias e, por fim, a última edição trouxe Jerry Adriani, nomes tão diferentes porque de acordo com o próprio Magrones “a quadra é de todos”. Parece que andam querendo boicotar a Quadra, o Arlindo, o público curitibano, mas isso são outras palavras…

Foto: Divulgação

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