Curtas. Ed. 147

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O delegado Romeu Tuma Junior. Foto: Elza Fiúza/ABr

Boca no trombone
O delegado Romeu Tuma Junior, o Tuminha, que foi secretário nacional de Justiça no governo Lula, deu longa entrevista à revista Veja sobre o seu livro Assassinato de Reputações que traz revelações incríveis. Além de Lula, que trata como informante de seu pai, o delegado do Dops Romeu Tuma, nos idos do regime militar, Tuma Jr escancara figuras como o paranaense Gilberto Carvalho, ministro secretário da presidente Dilma, que estaria envolvido em enormes falcatruas e seria exímio fabricante de dossiês falsos contra os adversários de Lula e do PT. E assegura que o prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi assassinado. Queima de arquivo, diz Tuma.

 

Vexame
Ora, pois, Curitiba foi a única das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 que faltou à apresentação para a imprensa internacional na Costa do Sauípe. Incalculável o prejuízo da cidade. Fica sem a enorme divulgação positiva e amarga a pecha de incompetência de sua administração. A justificativa do prefeito Gustavo Fruet é pífia. Falta de verba, “contenção de gastos”. Pífia porque a economia é mínima, apenas com diária e pessoal, mais material de divulgação.

 

Unanimidade
A oposição não está só. Os governistas também criticam a condução da economia. Acusam o ministro Guido Mantega (Fazenda) de errar na mão. Citam a perda de receitas com a desoneração seletiva; a intervenção excessiva na economia (preços da Petrobras, tarifas públicas e concessões); e o arbítrio na indenização de ativos do setor elétrico. Na incerteza, investidores pisam o pé no freio.

 

Primeiro o meu
Preocupado unicamente com a reeleição de Dilma Rousseff e a dele próprio como vice-presidente da República, Michel Temer tem dito que prefere o PMDB alinhado e servil ao PT em todos os estados. Inclusive no Paraná. É contra a coalizão com o tucano Beto Richa, que tenta a reeleição, e mais contra ainda a candidatura própria do senador Roberto Requião, que ameaça tomar o lugar de Gleisi no segundo turno. Aliás, sua adversária preferencial no primeiro é a ministra Gleisi Hoffmann, a quem ataca sistematicamente.

 

Cartão vermelho
Os movimentos sociais, que tomaram as ruas do País em junho, organizam-se para voltar a protestar na Copa. Comitês de mobilização estão sendo criados nas 12 capitais-sede dos jogos. A ideia é colocar gente na rua nos dias das partidas, na frente dos estádios e nas fan fest produzidas pela Fifa. Neste momento, seus líderes percorrem o Congresso em busca de apoio político e logístico.

 

Cadê Rosemary?
Um ano depois do desfecho da Operação Porto Seguro, promovida pela Polícia Federal para desbaratar uma quadrilha especializada na comercialização de pareceres fraudulentos emitidos por agências reguladoras, a única mulher envolvida no escândalo é também a única integrante do bando cuja vida mudou para pior. Chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo desde 2004, Rosemary Nóvoa de Noronha reinou no 17° andar do prédio do Banco do Brasil na Avenida Paulista até a descoberta de que o local fora reduzido a uma extensão de um grupo criminoso.

 

Onde está Pizzolato?
A oposição italiana passou a pressionar o premiê Enrico Letta para quebrar o silêncio do governo sobre o caso do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, fugitivo da Justiça brasileira que estaria escondido na Itália. Um grupo de oito deputados do Movimento Cinco Estrelas apresentou um requerimento indagando ao primeiro-ministro se o governo tem a confirmação de que Pizzolato, que tem dupla cidadania, encontra-se no país.

 

Na base da bolsa
A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff sofreu forte queda em junho e está se recuperando de maneira lenta e gradual. Na pesquisa Datafolha de 28 e 29 de novembro, subia a 41%. Mas entre os beneficiários do Bolsa Família, o maior programa social da administração federal, a taxa já está 12 pontos acima, em 53%.

 

Em pé de guerra
A irritação é grande com a ministra Gleisi Hoffmann. Mais de 500 índios, indignados com as novas demarcações de terras indígenas orquestradas por Gleisi, tentaram invadir o Palácio do Planalto em protesto. Policiais militares realizaram bloqueio para impedir a entrada dos manifestantes. Os manifestantes participaram da Conferência Nacional de Saúde Indígena, ocorrida em Brasília, de 2 a 6 de dezembro, realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

 

De cinco em cinco minutos
A cada dez minutos, uma nova empresa foi aberta no Paraná em setembro e outubro. De acordo com os dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), 9.094 empreendimentos foram constituídos no Estado no penúltimo bimestre de 2013. O aumento foi de 8% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 8.406 constituições. Se considerados dados de Microempreendedores Individuais (MEIs), contabilizados pela Receita Federal, o Paraná atinge 18.399 empreendimentos abertos no quinto bimestre – um novo a cada cinco minutos.

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