Isabela França. Ed. 147

Alexandre-Linhares

Alexandre Linhares. Foto: Arquivo pessoal

Heroína: para o alto e avante

Mais do que fazer novas promessas, um começo de ano é sempre época de pensar no que se está fazendo, consolidar projetos e olhar para onde se quer chegar. E o estilista curitibano Alexandre Linhares é uma dessas pessoas que só tem o que comemorar quando olha para trás e muito que pensar quando planeja o futuro. Ele acaba de comemorar seis anos da marca Heroína, nome inspirado nas grandes mulheres que marcaram sua trajetória.

Não por acaso, começou a vida admirando uma delas: a própria mãe. Filho mais novo de seis irmãos, ele começou a se interessar por costura ainda pequeno, customizando peças para si. Depois de aprender o ofício com a mãe e uma tia, passou a fazer peças para os colegas e não tardou a abrir o próprio ateliê. O espaço começou na sobreloja de um café, no Centro de Curitiba, mas dois anos depois Alexandre já abria a própria loja.

Ao todo são seis anos dedicados ao ateliê próprio, mas há muito mais para celebrar: 27 coleções e o reconhecimento do seu trabalho. Formado em Design de Produto pela UFPR, ele coleciona premiações e destaques. No primeiro ano da Heroína, a coleção homônima trazia referências globais de moda, feitas para participar no Mega Bazar Lúdica.

A segunda coleção, Special black label collection, foi inspirada em uma peça negra, retrabalhada à exaustão. Das coleções seguintes, destaque para “Memórias do mar”, em homenagem à cantora Maria Bethania, que chegou a receber, das mãos do estilista, uma peça inspirada nela.

A coleção “Heroínas aladas” marcou a mudança de endereço do ateliê, com peças sugerindo o voo. Para estrear o espaço novo, a coleção “Nos seus olhos” ganhou destaque também fora do território paranaense. Participou do desfile no “Mercedes-Benz Fashion Week”, na Alemanha, junto com a IC-Berlin.

O sexto ano da grife é marcado pela coleção “Compacto Duplo”, que tem inspiração na cantora Jô Marçal, e pela coleção “Sem título”, que retrata pessoas em embalagens, vendidas no varejo. O comércio, claro, é inevitável, mas Alexandre se vale da sua arte – a costura – também para lançar holofotes sobre temas pertinentes à sociedade, como o consumismo desenfreado. Na sua área, ele também quer se tornar um herói ou pelo menos chamar a atenção do público para sua obra. E isso já conseguiu.

Samba de Bamba 2014

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Foto: Isabela Neri

A segunda temporada do Projeto Samba de Bamba, na Caixa Cultural, já está garantida em Curitiba e vai chegar também, pela primeira vez, em Brasília. O idealizador do projeto, o jornalista Rodrigo Browne, vai realizar uma série de dez shows de sambas – de março a dezembro – com representantes do que hoje se convencionou chamar “Samba de Raiz”, mas que, na verdade, trata-se do samba tradicional, sem imposições comerciais do mercado. Entre os destaques da edição de 2013 está o sambista e compositor Moyseis Marques (na foto com Rodrigo Browne), que tem presença garantida para Brasília em 2014. Em Curitiba, a primeira atração confirmada – e que abre o projeto no Paraná – é o baterista Wilson das Neves, considerado o padrinho musical do Samba de Bamba. Browne ainda tem mais a comemorar: este mês o programa Samba de Bamba, que vai ao ar na Rádio Educativa, completa 18 anos.

É Fato

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Foto: Joseane Daher

O grupo curitibano Fato comemora duas décadas de carreira em grande estilo. O sétimo disco, gravado em dezembro, tem produção musical de Pedro Luís (do Monobloco e Pedro Luís e a Parede). O álbum, com participação de Lenine e João Cavalcanti, será lançado ainda no primeiro semestre de 2014, em uma turnê comemorativa. O grupo é formado por Grace Torres (teclados), Priscila Graciano (bateria e percussão), Daniel Fagundes (voz e guitarra), Sérgio Monteiro Freire (sax e guitarra), Ulisses Galetto (baixo) e Ze Loureiro Neto (bateria e programações). Em 20 anos de carreira, o Fato se destaca pela sonoridade musical apurada e ineditismo dos arranjos musicais e letras, chamando a atenção de músicos nacionais e crítica internacional. Além do álbum e turnê, o grupo deve anunciar mais novidades, que vão marcar a importante data, em breve.

Café em pauta

O jornalista João Alceu é conhecido da velha guarda do jornalismo curitibano. Foi editor de Economia do jornal O Estado do Paraná e tem um currículo repleto de boas pautas. Agora, no entanto, ele deixa o jornalismo para se dedicar a um sonho antigo: abrir um café em Curitiba, onde, faça chuva ou faça sol, os moradores não dispensam um bom cafezinho. O Café Casablanca já está de portas abertas na Rua Manoel Eufrásio, 1.350, perto do Museu Oscar Niemeyer.

Filha de peixe

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O encontro de pai e filha – Vicente e Virgínia Moraes – em novembro, na estreia da banda VirTual, no estúdio Discos Voadores, criou um novo hype na cidade. A dupla já tem datas agendadas para novos shows e planos de uma apresentação em Nova York este ano. Vicente Moraes foi vocalista da banda pop-rock Abadia nos anos 80. Na década de 90 retomou a banda com amigos e ex-integrantes do Abadia, com outro nome e repertório um pouco diferente. Mas, com todos já pela casa dos 30, em outra fase da vida, ficou complicado conciliar ensaios e shows com os compromissos de trabalho e família. E foi bem no comecinho dos anos 90 que nasceu Virgínia. Ela cresceu curtindo música e literatura. Em 2011, entrou para a banda Subburbia como baterista, e entre shows, ensaios, gravações e filmagens em Curitiba e São Paulo, aperfeiçoou a habilidade na bateria e a vocação para a música. Enquanto acompanhava performances do Subburbia, Vicente reencontrou sua própria vocação. Quando Virgínia saiu da banda, em março do ano passado, o encontro musical entre pai e filha aconteceu naturalmente e sem grandes pretensões. Mas a parceria deu liga, os ensaios no porão de casa ficaram mais frequentes e o primeiro show foi agendado no estúdio Discos Voadores, de Fernando Tupan.  Com Vice no vocal, violão e arranjos eletrônicos no iPad, e Vir na bateria, o show O Fino da Atalaia foi batizado em homenagem à rádio AM que tocava música pop/romântica nos anos 70. O título da performance é criação do publicitário Mauricio Ramos e reflete a postura do vocalista – hoje, um quase cinquentão que assume a veia romântica e a postura de galã de voz macia, sem perder a levada do rock’n’roll. O resultado é um show de uma hora, em dois blocos, com composições de autoria de Vicente e versões sacudidas de canções de Odair José, Caetano Veloso, Ednardo, Rita Lee e Elvis Presley.

Cubo Mágico

Uma loja que tem a sua estrutura semelhante a um cubo de concreto já chama atenção pela singularidade do projeto. Mas espere até conhecer o que a Lots, do empresário Leo Munhoz da Rocha, tem a oferecer. Recém-inaugurada na Avenida Munhoz da Rocha, no Cabral, a loja aproveita o boom mercadológico da região entre Cabral e Juvevê com uma inspirada coleção de decoração contemporânea, design criativo, acessórios e cool stuff. A Lots conta também com espaços dedicados à arte que, além de trazer peças exclusivas de artistas brasileiros, inclui obras de artistas locais. O próprio espaço serve de suporte para intervenções, como o mural do artista gráfico curitibano Dimas, que decora a lateral da loja.

Hora certa

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Foto: Priscilla Fiedler

Pedro Cagnoni, Brand Manager da Tissot no Brasil, e o gerente nacional de Vendas da Tissot, Eduardo Nakandakare, ambos de São Paulo, desembarcaram em Curitiba para conferir o evento que marcou a entrada da Tissot na capital paranaense, através da Viccenza Joias, no Shopping Curitiba. Depois de um ano de pesquisa, a tradicional marca suíça selecionou a empresa curitibana para revender os seus relógios. A decisão foi estratégica. No ano passado, em um trabalho de reposicionamento da marca, a Tissot reduziu em 42% os pontos de distribuição no Brasil. Ainda assim, comemora faturamento 10% maior este ano em relação ao ano passado. Hoje, são 211 pontos de venda da Tissot em território brasileiro. Curitiba é a primeira cidade a receber o espaço conceito, desenvolvido com exclusividade na Suíça para um ponto de venda. O espaço de exposição dos relógios, instalado na Viccenza Joias do Shopping Curitiba, reproduz um cofre, símbolo da marca, e foi inaugurado no mês passado.

Fundamental

Fundamental

Foto: Alexandre Cardinal

A jornalista e fotógrafa Ana Clara Garmendia e a empresária Analize Nicolini, da Editora Ahom, comemoraram juntas o lançamento do livro Retratos de uma Cidade do Século 21, na avant-première que aconteceu no Le Voleur de Velo. Fundamental para o lançamento da obra, a editora Ahom fez o convite para que Ana colocasse em prática o projeto. Orgulhosa, Analize considera que ver o livro pronto é também uma realização pessoal. “É lindo ver nascer uma obra que surgiu de uma conversa entre amigas e foi se construindo de forma tão bonita”, revela a empresária. A avant-première do livro contou com a presença das personalidades fotografadas, que brindaram o lançamento com os deliciosos coquetéis do Le Voleur, ponto de encontro na noite curitibana.

Pinheiro

Pinheiro

Foto: Patrícia Klemtz

O advogado curitibano Fernando Antonio Miranda fechou 2013 em festa ao receber a Ordem Estadual do Pinheiro, entregue pelo governador Beto Richa nas comemorações dos 160 anos de emancipação política do Paraná. A comenda é dada a personalidades pela notoriedade do saber ou por serviços relevantes prestados ao Estado. Fernando Miranda é reconhecido por sua atuação no exercício da advocacia, na administração pública, no comércio exterior e, principalmente, em prol de causas importantes para o Estado como o movimento Amigos do Hospital de Clínicas, quando à frente da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR e que lhe rendeu o primeiro título de cidadão benemérito da Universidade Federal do Paraná. No Direito, foi pioneiro na área de comércio exterior, com uma carteira de clientes que ultrapassou uma centena de empresas. No Direito de Família, área em que também se notabilizou, foi reconhecido por lutar em prol das mulheres.  A atuação de Fernando na área de comércio exterior valeu sua indicação unânime para o cargo de ministro do governo Tancredo Neves (que nunca chegou a assumir) e sua visão estratégica culminaram na criação do Centro de Comércio Exterior do Paraná, no Centro de Estudos em Comércio Exterior do Paraná e no Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial do Paraná.

Travessias

Maringas

Foto: Maringas Maciel

Imagens das peculiares travessas curitibanas foram reunidas no livro Travessas & Travessias, do escritor Carlos Alberto Pessoa. A obra traz 60 imagens diurnas e noturnas das fotógrafas Charly Techio e Tânia Buchmann. As imagens passeiam por referências que vão do neorrealismo italiano ao expressionismo alemão, mas mostram a identidade ímpar das autoras. A obra, com prefácio assinado por Jaime Lerner, foi lançada no Museu Oscar Niemeyer, em movimentado evento.

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