Cais do amor

deda-149

O cais há tudo de mau,
Há os porcos marinheiros, os sujos trabalhadores.
No cais a água é suja. Os barcos podres.
Há as Marias das Dores, doídas, acostumadas com a dor das partidas.
Os peixes agonizantes brigam por água na rede, nesse cais onde a vida se rende.
Agora o amor: carrega toda a bagagem.
De repente ou eterno, o amor fere mesmo que de passagem.
O cais do amor é a despedida de uma saudade,
É uma despedida, é uma saudade.
É a sujeira duma traição, o desejo duma aventura,
O anseio por navegação.
O cais do amor é triste quando vai um, é alegria quando vão dois,
É nostalgia com um, com dois ou com ninguém.
O cais do amor pode ser conforto, abraça,
Um lugar seguro para estacionar o amor,
Um lugar seguro para descer o amor,
Um lugar arriscado para partir o amor.
O cais do amor amálgama sentimentos,
É um sincretismo de desejos, é uma miscelânea multifacetada.
O cais do amor é a partida da chegada!

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