Desconectada

claudia-149

A falta de serviços das operadoras de telefonia móvel, internet e tevê a cabo já virou estelionato. Pagamos por serviços que não existem. Sempre tento encontrar algo de bom nos meus problemas. Tentei ver por outro lado. Virei, revirei e nada.

Depois de 19 meses de trabalho intenso consegui alguns dias de descanso. Precisava ficar sozinha. Fazer coisas só para mim. Uma espécie de fazer as pazes comigo mesma. Era apenas uma vontade intimista e sem espalhafato. Mas esqueci do que não depende de mim.
Cheguei na praia já com a descoberta que não tinha interfone. Ok. Melhor assim. Nada que o elevador não resolva. Mas avisei a portaria. Pronto! Começou a ida e vinda do técnico. Até que o edifício todo ficou sem interfone. 161 apartamentos mudos. A culpa não foi minha. Juro. Somente avisei. Quatro dias depois o interfone voltou a funcionar e agora toca com um barulho que ainda não defini. Sapo ou grilo.

Ao mesmo tempo em que fiquei sem conexão via modem para o notebook, o meu iPhone sofreu um apagão. Sabia que tinha bateria. Tela preta e nada da maçã. Corri para Matinhos. Fui em duas assistências. O máximo que fizeram foi colocar para carregar. Isso eu tinha feito. Foquei em um plano B. Usar o outro celular. Só que ele tem vida própria. Muda de aplicativo sozinho. Liga para pessoas sozinho. Troca os destinatários das mensagens sozinho. O aparelho é diabólico e sem internet. Claro que não sou tão maluca para ter conexão nele. Mas poderia falar. Então liguei para o meu amigo Mariozinho Lobo, com a certeza de que ele estava em Paranaguá. Nada. Estava em Curitiba. Perguntei se conhecia uma assistência autorizada da Apple. A resposta veio lenta e fatal. Nããããão. Em Paranaguá não tem. A esta altura eu suava e meu coração batia dentro do cérebro. Peguei um táxi e fui para a rodoviária despachar o aparelho. No caminho acertei tudo. Cheguei triunfante no balcão. Me achando a esperta. O rapaz perguntou o CPF do destinatário. Opa! É só ligar e perguntar. Sem bateria. Sobrou o orelhão e o mico de ligar a cobrar. Descobri que não sabia mais como fazer. Não desisti. É assim: 9 + operadora + DDD + número. Ufa! Veio a musiquinha. Tudo resolvido.

Voltei para Matinhos. Abençoado taxista. Perguntem por que fiquei em Matinhos. Sei lá. Não faço ideia. Não espalhem, mas chorei em orelhão no calçadão de Matinhos quando percebi que não tinha o que fazer lá. Precisava contar para alguém. Mico? Não. Orangotango. Deu tudo certo e o iPhone voltou de Curitiba funcionando. Acho que levou um eletrochoque.

Dizem por aí que tem rede sem fio no edifício. Depois de reclamações alteradas apareceram dois rapazes no meu apartamento. Assim que eles entraram tranquei a porta com a intenção de que só sairiam com a internet funcionando. Não tinham noção de nada. Me mandaram providenciar uma outra senha. Eu? São eles que fornecem. A vontade era de mantê-los em cárcere privado até a $#%&* funcionar. Não funcionou e saíram daqui dizendo que iriam trabalhar. Lógico. Aqui só enrolaram.

Pois bem, a internet que pago religiosamente não funciona. Tenho oito protocolos. Estou escrevendo esta crônica sem ter ideia de como vou fazer para enviar. Hoje é sexta e tenho prazo até segunda-feira. A solução se não conseguir conexão é ir até uma lan house com um pen drive. Outra opção é fazer uma romaria no comércio buscando sinal de WI-FI. Bacana…
Meu aniversário é em março. Este ano abro mão das havaianas 37/38. Nunca ganho mesmo, por mais que eu peça. Gostaria do fundo do coração de um Anjo da Conexão. Existe?

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