Duas mulheres

duas

Amo duas mulheres.
Uma é racional, culta e divertida. Conversamos como se nos conhecêssemos há muitos anos. Estar ao lado dela é garantia de horas que passam voando do jeito que gosto de pilotar. A conversa flui de modo gostoso, sem afetação e, mesmo que com opiniões fortes, não deixa de mostrar um bom senso. Talvez a ascendência germânica tenha muito a ver com isso. Ela também não é dada a grandes demonstrações de carinho, já que a perspicácia e prudência nascem da sua racionalidade e disciplina.

A outra é o oposto. Uma espanhola feiticeira que me encanta com seu charme e sensualidade. Sempre que nos encontramos, uma mágica acontece. Nos amamos com aquela paixão de adolescentes. Nossas bocas combinam o encontro e, sem palavras, trocamos juras de amor impulsivo, romântico e apaixonado. Carinhosa, delicada e amorosa, ela conseguiu roubar meu coração.

Na verdade, as duas me conquistaram; as duas me viraram do avesso. Cada uma, a seu modo, ocupou cada espaço da minha atenção e amor.
Para minha sorte, ambas habitam o mesmo lindo corpo, e quando o agrado, percebo, feliz, um só profundo suspiro de prazer.

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