A melhor medicina é a que cura

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Vejo, muitas vezes, discussões homéricas entre colegas médicos no tocante às mudanças na medicina. Já ouvi questionamentos sobre homeopatia, acupuntura e também sobre hipnose, mesmo sendo especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina.

No tocante à imprensa, lembro que o programa “Fantástico”, da Rede Globo, abordou o assunto sobre a homeopatia há algum tempo, questionando sua possível falta de comprovação científica, tendo ao seu final, como conclusão, o veredito de que era ineficaz e que seu efeito era tipo placebo.
“Fantástico”, o grande “oráculo dos domingos.”

Hoje em dia, temos inúmeras terapias paralelas à medicina sendo exercidas por pessoas que fizeram cursos regulares e labutam em suas atividades com denodo e entrega. Há um avanço holístico no cuidado para com a saúde das pessoas. O ser humano aumentou sua preocupação com a sua qualidade de vida e tem buscado ajuda, tanto na medicina quanto nessas atividades paralelas, como reiki, shiatsu, do-in, entre outras menos propaladas.
Devemos ter respeito e atenção àqueles que se propuseram a exercer alguma arte que permite ao ser humano ter melhores condições de saúde.

É obvio que passo ao largo das charlatanices, dos aproveitadores de plantão, que sem nenhum escrúpulo usam da boa-fé das pessoas para aplicarem seus golpes, iludindo-as e praticando algo que nada tem a ver com temática proposta.

Separar o joio do trigo é fundamental, por isso somos regidos por conselhos de classes, que batizam e fiscalizam nossas profissões, principalmente as ligadas à saúde.

Dentre todas as possibilidades de ajuda ao ser humano, claro que a medicina desponta, principalmente, por existir uma rigidez científica, calcada em inúmeros estudos e experiências. Muito se gasta com o desenvolvimento da indústria tanto de medicamentos, quanto na de máquinas, seja para exames, instrumental cirúrgico, etc…

Hoje verdadeiros milagres são realizados pelo desenvolvimento tecnológico, que arma os médicos, desde o laser até as próteses de válvulas cardíacas, passando por lentes intraoculares e por aí se vai, salvando vidas e também melhorando sua qualidade.

Mas há uma questão que nos inquieta: o homem ainda permanece com sua fragilidade e, mesmo diante de todos esses avanços, ainda padece, e muito, do seu sistema emocional. Somos reféns de uma caixa preta chamada cérebro, que fisicamente vai sendo cada vez mais decifrada, mas funcionalmente se mostra quase indecifrável em alguns aspectos.

Existem máquinas de circulação extracorpórea que permitem cirurgias de coração, por exemplo, mas, por outro lado, não existe uma máquina que substitua o abraço e o acolhimento nos momentos de dificuldade emocional. Nada substitui o ouvir uma lamentação e interagir com palavras de conforto.

A carência humana salta aos olhos, o mundo tornou-se muito virtual. As pessoas perderam o contato real, energético, carregado de emoção.

Temos milhões de amigos virtuais e muitas vezes nenhum que nos abrace.
Por isso, nada substitui a intenção na ajuda, o toque, a presença, a troca dessa energia maravilhosa chamada vida.

Em resumo, quando me perguntam qual é a melhor medicina, corroboro um pensamento hipocrático: “É a que cura”.

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