Meu homem

fran

Vou dizer sem rodeios: amo um homem. Ele é bonito, gentil, inteligente e engraçado. Sua simples presença me acalma e sua conversa tem o poder de me transportar para outro lugar. Tem a magia de ser um espelho bondoso, e não cruel como o tempo pode ser. Mas não é só por isso que eu sinto tanto carinho. O conheci há mais de 20 anos, e foi meu primeiro amor. Foi incrivelmente mágico e arrebatador. Muitas vezes dormimos juntos abraçados e fizemos carinhos um no outro até dormir. Também viramos noites falando baixinho sobre nossas vidas enquanto ele me contava seus sonhos. Ainda fico fascinado quando ele toca violão e desenha, mostrando o artista que nunca vai deixá-lo, mesmo sendo engenheiro e altamente racional. Lembro que ao som de uma rádio romântica, dançamos na madrugada. Suas pernas peludas encontravam as minhas, mas nada importava mais que abraçá-lo e sentir seu coração batendo junto ao meu peito. Enfrentamos anos difíceis juntos, mas cada vitória dele fez valer o sacrifício. Amá-lo é fácil por que na nossa vida em comum foram muito mais alegrias que tristezas. Enfim… São várias histórias sobre ele. Para resumir, sou um homem ainda apaixonado cujo coração bate diferente quando, tarde da noite, escuto o portão bater, ele entrar e me chamar: — Pai, cheguei!

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