Prateleira. Ed. 150

ManuelBandeira

Manuel Bandeira

A Cinza das Horas – Manuel Bandeira

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Manuel Bandeira se estivesse vivo no mês de abril faria 128 anos, idade tão inacreditável quanto seus poemas. Iniciou o curso de arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, porém (in)felizmente teve uma tuberculose que o forçou a interromper. Em 1913 ele se muda para Suíça para se tratar da doença, no ano seguinte volta por causa da eclosão da Primeira Guerra Mundial e em 1917 estreia na cena literária com “A Cinza das Horas”, ele escrevia para fugir da inatividade.

O livro-inaugural tinha apenas 200 exemplares, os quais foram custeados pelo próprio autor, e mostra um Manuel Bandeira abalado pela tuberculose, com tom fúnebre comprovado em poemas como Desencanto ou em Epígrafe que diz: “Sou bem-nascido. Menino, / Fui, como os demais, feliz./ Depois, veio o mau destino/ E fez de mim o que quis.” Isso porque o livro foi escrito no desenrolar da sua doença. Manuel Bandeira não tinha pretensões literárias, em se afirmar como um escritor ou poeta, porém acabou por se tornar um dos bons.

Mário Prata – 100 crônicas

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Mário Prata é um dos maiores cronistas da literatura brasileira, ao lado de nomes como Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga e Fernando Sabino. O livro 100 crônicas reúne os melhores textos que o autor publicou no jornal O Estado de S. Paulo. As crônicas trazem o que há de melhor no gênero: leveza, humor e ironia na medida certa.
Longe de qualquer intenção de comparação, a leitura da obra também permite que o leitor conheça um pouco da prosa daquele que é pai de Antônio Prata – considerado o melhor cronista brasileiro da atualidade.

Eu não vim fazer um discurso

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Gabriel García Márquez prova que a América Latina fabrica ótimas coisas. Detentor do prêmio Nobel de Literatura, mês passado completou 87 anos, porém desde 2009 se declara aposentado do universo literário. Ele que escreveu clássicos como Cem Anos de Solidão e Amor Nos Tempos do Cólera, em 2012 foi diagnosticado mal da cabeça, seu irmão disse que já não tem mais memória. Foi reunido, no entanto, em um livro um conjunto de discursos dos 17 aos 80 anos. Eu não vim fazer um discurso é o título. É também a frase pronunciada no seu discurso quando vai se despedir dos colegas do colégio, um discurso surpreendente que já revela um precoce Gabo bem relacionado com o universo das letras. O livro traz discursos sobre tudo que permeou a vida dele nesses anos: literatura, jornalismo, gramática, lembranças. Para conhecer e compreender a vida de Gabriel García Márquez, Eu não vim fazer um discurso é um caminho, porém o volume não veio fazer uma biografia.

Lugar da História

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Para quem quiser ler outras coisas que não estão no mundo da literatura e adentram em áreas específicas, a coleção lusa Lugar da História é uma sugestão. Com ótimos volumes e com temas variados a coleção sugere que pensemos de maneira mais global, como traz na página de abertura de cada volume a frase do historiador Marc Bloch: “Fabricador de instrumentos de trabalho, de habitações, de culturas e sociedades, o homem é também agente transformador da história. Mas qual será o lugar do homem na história e o da história na vida do homem?”.

Pode-se ler de maneira detalhada, porém compreensiva, sobre a economia medieval no livro de Guy Fourquin, História Económica do Ocidente Medieval, propondo debates e teorias de diferentes historiadores ou ainda de um jeito sucinto o que Georges Duby fala sobre a passagem do milênio em O Ano Mil. Ou para quem prefere um tema mais contemporâneo, Duncan Simpson fala da relação da igreja católica com Salazar em A Igreja Católica e o Estado Novo Salazarista. A coleção Lugar da História é da Edições 70 e pode ser encontrada nas principais livrarias da cidade.

A guerra de Jorge Amado

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Em Hora da guerra, de Jorge Amado, é possível conhecer um pouco da produção do autor na primeira metade da década de 40, com seus trinta e poucos anos de idade. Além de conferir o trabalho do jovem Jorge Amado, o leitor conhece nesta obra outra peculiaridade: o romancista, conhecido por suas longas narrativas, agora aparece em uma coletânea de textos breves e críticos.
O livro reúne 103 crônicas publicadas no jornal baiano O Imparcial. Os textos, de teor predominantemente político, mostram a indignação e as reflexões de Amado em relação àquele período histórico. Ao passo que o autor critica os governos totalitários de Hitler, Mussolini e Franco, exalta a liberdade, a democracia e a arte

O grande jogo de Billy Phelan

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Uma história com uma linguagem ágil, direta e simples. Uma narrativa que conta a investigação de um sequestro e usa como pano de fundo o submundo do jogo e do poder – o protagonista é vidrado em pôquer e boliche. É assim que o autor William Kennedy faz de O grande jogo de Billy Phelan (1978) um dos romances mais instigantes da literatura norte-americana.
Na sequência, em 1984, Kennedy confirmaria a relevância de sua ficção com o Prêmio Pulitzer pelo romance Ironweed.

Serra catarinense

CATARINENSE

Aconteceu entre os dias 14 de março e 2 de abril na Galeria Portfólio a exposição Serra Catarinense. Com 14 imagens realizadas desde 2011 por Lucas Pontes, que além de fotografar, é geógrafo. Ele andou pelas cidades de Bom Retiro, Urubici e Bom Jardim da Serra. As fotografias da mostra já são premiadas, conquistaram 2º lugar em concurso realizado pela Aliança Francesa. 

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