Um agronegócio de R$ 42 bilhões

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Com o apoio do governo paranaense, cooperativas do Estado projetam para este ano receita superior à de 2013. Foto: Arnaldo Alves/AENotícias

BRDE e Paraná Competitivo apoiam e consolidam investimentos das cooperativas no Paraná

 

Com forte apoio do Governo do Estado, as cooperativas paranaenses ignoram o ritmo lento da economia brasileira e projetam receita de R$ 42 bilhões em 2014 – 10% a mais dos R$ 38 bilhões faturados em 2013. “Temos uma grande parceria com as cooperativas nesse amplo processo de industrialização do interior do Paraná. O Governo do Estado garante todo o apoio necessário aos investimentos que geram riquezas nos municípios, oportunidades de trabalho e mais renda para a nossa gente”, aponta o governador Beto Richa.

O apoio ao qual se refere Richa se dá por intermédio de investimentos estaduais, em transporte e logística e, especialmente, com o programa Paraná Competitivo e com as linhas de crédito do BRDE (Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul). Nas duas pontas foram R$ 2,15 bilhões em investimentos. “Muitas cooperativas paranaenses ampliaram suas plantas industriais ou erguem novas fábricas apoiadas pelo programa Paraná Competitivo e pelo BRDE”, disse Richa.

Foto: ANPr

Foto: ANPr

Nos últimos três anos, o BRDE financiou R$ 1,23 bilhão para projetos de investimentos de 53 cooperativas. Somados os últimos seis anos, os recursos alcançam R$ 2,2 bilhões e atenderam 109 cooperativas paranaenses. São investimentos na armazenagem de grãos e insumos, industrialização (aves, leite, suínos, milho, trigo, soja, cana-de-açúcar), logística, produção e desenvolvimento de sementes, capital de giro e eletrificação rural.

Além dos incentivos fiscais e das linhas de crédito do BRDE, a maior parte dos R$ 3,8 bilhões previstos em financiamentos pelo Paraná será usada em obras de infraestrutura

Cooperativas

Além das linhas de crédito do BRDE, nove cooperativas foram incluídas no Paraná Competitivo – série de incentivos como dilação do ICMS, melhorias de infraestrutura, capacitação profissional – e investiram R$ 924,4 milhões no interior do Paraná. A saber: Copacol (R$ 60 milhões em Jesuítas), Capal (R$ 60 milhões em Arapoti), Unitá/Coagru/Copeflora (R$ 135 milhões em Ubiratã), Batavo/Castrolanda/Capal (R$ 263,4 milhões em Castro), Cocari (R$ 90 milhões em Mandaguari) e Agrária (R$ 334 milhões em Guarapuava).

Parte dos empreendimentos já está em operação. É o caso da fábrica de rações da Copacol em Jesuítas, do Frigorífico e Abatedouro de Frango Unitá em Ubiratã e da unidade industrial de aves da Cocari em Mandaguari. As três unidades vão criar mais de 21 mil empregos diretos e indiretos. “Os recursos do BRDE foram fundamentais para que o abatedouro se concretizasse. O BRDE é um grande parceiro do cooperativismo paranaense”, afirmou o presidente da Copacol/Unitá, Valter Pitol.

O presidente da cooperativa adianta que planeja investir R$ 300 milhões nos próximos dois anos. Metade dos recursos será usada em estruturas de recebimento da produção. A outra metade será destinada às cadeias integradas de aves, suínos, peixes e gado leiteiro. “É um novo ciclo de industrialização, que segue em paralelo ao fortalecimento da agropecuária. E por essa pujança, pela força do agronegócio, que o Paraná tem ajudado a salvar a balança comercial brasileira há muitos anos”, disse Richa.

“Os programas levados pelo Governo do Paraná são essenciais para que as cooperativas continuem a investir”, diz Ocepar

Mais que o PIB

Dados da Ocepar – Organização das Cooperativas do Paraná prevêem receita de R$ 38 bilhões em 2013 às cooperativas paranaenses. O balanço ainda não está fechado, mas o faturamento será 17% maior se comparado a 2012. O valor supera o crescimento do PIB projetado em 2,4% em 2013.
Para 2014, a previsão é de se obter um incremento de 10% em faturamento, uma elevação conservadora, porém positiva. Somente a Coamo, de Campo Mourão, deve faturar mais de R$ 8 bilhões.

As 240 cooperativas do Paraná têm 900 mil cooperados e atuam em dez ramos: agropecuário, crédito, consumo, habitação, educação, infraestrutura, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. A maior contribuição vem do campo. O setor representa 16% do PIB estadual, 56% no PIB agropecuário e gera 1,6 milhão de empregos.

Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Agroindústria

Nos últimos anos, o cooperativismo no campo se volta à agroindústria e considera a atividade como essencial para o incremento da economia do Estado. De acordo com a Ocepar, as cooperativas participam de 43% do setor no Estado e investiram mais de R$ 5,5 bilhões nesse processo nos últimos cinco anos.
“Os investimentos beneficiam todos os paranaenses com a geração de empregos e renda e os programas levados pelo Governo do Estado são essenciais para que as cooperativas continuem a investir”, disse João Paulo Koslowski, presidente da Ocepar.

 

Logística

Todos os programas de promoção ao crescimento do cooperativismo paranaense fazem parte do plano de ação do Governo do Estado em 2014. Além dos incentivos fiscais e das linhas de crédito do BRDE, o Paraná vai investir nas áreas de transporte e logística. A maior parte dos R$ 3,8 bilhões previstos em financiamentos será usada em obras de infraestrutura.
O Estado também já formalizou parceria com a iniciativa privada, que resulta em R$ 1 bilhão em obras rodoviárias, recuperação de estradas, construção de pontes e de outras obras que atendem o escoamento da produção.

O governador Beto Richa adiantou ainda investimentos em transporte e logística para ampliar a competitividade da economia paranaense. “Estamos trabalhando para integrar os corredores rodoviários a fim de melhorar o escoamento da safra, da porteira da propriedade ao porto e, também, aos grandes centros consumidores”, disse.

Entre eles, estão as patrulhas do campo, que aceleram o trabalho de adequação e melhoria das estradas rurais e de recuperação da malha rodoviária paranaense. O governador destaca também a questão do pedágio, com a reabertura do diálogo com as concessionárias e a retomada de obras, com um cronograma de R$ 1,7 bilhão para investimentos em duplicações e contornos.

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