Fernando Cunha

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Ele é professor, mas não se contenta em dizer tudo o que sabe sobre Teoria da História, História do Brasil ou História do Paraná – sabe tudo de Paraná. Ele vai além, mostra aos alunos o caminho da história, faz os alunos criarem gosto pela história do seu lugar. Nas suas palavras: “enquanto tem gente aí escrevendo sobre Júlio César, o Paraná está aqui com a história por ser feita”. Defende com unhas e dentes nosso Estado. E ele é carioca, “carioca não, fluminense”, afirma.

Adotou Curitiba no início, meio e fim, uma paixão ou outra o coração fluminense não largou, tem a infelicidade de ser vascaíno, dia de jogo, dia sagrado. E quando tem a última aula de quarta à noite? Euforia e angústia (que neste ano será nas terças e sextas, o eterno vice vai disputar a série B). Tem que se contentar apenas com o segundo tempo.

“Fernando!”, “professor”, “tira uma dúvida aqui”, pelos corredores do bloco de humanas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná é assim, Fernando Cunha é bastante requisitado, isso porque, como dito no começo, ele não se contenta em ensinar tudo que sabe, ele tem a sensibilidade de um educador, percebe as idiossincrasias de cada um, e de acordo com o figurino trata de um jeito, trata de outro, com leveza e bom humor.

Essa sensibilidade ultrapassa os portões da PUC, é pai e ultrapassa também as fronteiras do Fernando pai. Passa intermináveis tardes a se divertir com sua arte. Fecha-se no seu ateliê e surge a faceta do Fernando artista. É escultor, além disso, talentoso. Tem esculturas colossais. Quando está a esculpir coloca uma boa música e passa a existir um universo particular, onde ele se esquece do tempo, se esquece da vida.
E assim ele é, sensível com os alunos, sensível com seu filho, sensível com sua arte.

Foto: Divulgação

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