A prática da oração

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Ele adolesceu para a vida e para as artes no mesmo momento. Aos 14 anos virou compositor, inspirado nele, inspirado no mundo, inspirado nos versos que escrevia desde os dez.

Nasceu no Planalto Central do Brasil e veio escorregar aqui, onde enfrenta as madrugadas frias, com o violão em punho para fazer o que sabe, para conversar em música com todos aqueles que reconhece no caminho.

O amor é a marca de suas orações e de seu jeito de caminhar pela vida. Ri, gargalha, brinca, briga, xinga. Tudo com os olhos tinindo a paixão de um coração sempre alerta, e sempre aberto.

Suas apresentações, em bares pequenos ou em arenas lotadas, são performances que marcam plateia. Um pouco por conta do que aprendeu na faculdade de Artes, muito é de seu ascendente que começa em grave e vai para o agudo, de zero a cem em três segundos, não da música, da alma.

Leo Fressato tem um milhão de fãs, um milhão de amigos, um milhão de amores, um milhão de pretendentes. E ele segue firme, cabeça erguida, convicções que começam na simplicidade das plantas que cultiva e desabrocham na verdade que entrega.

Não se preocupa com as interpretações de seus gestos tresloucados nem com as folhas dos jornais. Quer mesmo é tratar do que enche seus olhos planetários e faz transbordar os rios que inundam seu peito.

Adriana Sydor

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Foto: Rosano Mauro

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