Retratos de paranaenses

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Vozes do Paraná, tradicional publicação que reúne personagens singulares do Estado, chega ao sexto número. Lançamento acontece em agosto

 

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Aroldo Murá G. Haygert. Foto: Divulgação

Dia 25 de agosto deste 2014, uma segunda-feira, a partir das 19h30, Aroldo Murá G. Haygert estará lançando o 6º volume da sua coleção de livros Vozes do Paraná, que tem como título complementar “retratos de paranaenses”. O lançamento acontecerá em um dos endereços mais identificadores da Curitiba de sempre, o esplendoroso casarão histórico da Rua Barão de Antonina com Mateus Leme, construção executada por um arquiteto sueco no final do século 19.

E o livro, que começou a partir de uma série de perfis biográficos que o jornalista vinha escrevendo sob o título geral de Imago, nesta revista Ideias, acabou tomando a atual configuração, a partir de 2008.

Hoje, pelo menos 150 paranaenses – como resultado desse empreendimento editorial único no Paraná – são contabilizados entre os que formam a relação de personalidades (alguns já agora mortos, como Fani Lerner e Belmiro Castor). De alguma forma não há exagero em se dizer que a coleção é uma espécie de Who is who (quem é quem) da vida paranaense, tal a diversificação de nomes enfocados. “Eles são uma amostra da sociedade paranaense”, observa Aroldo.

 

Os critérios da escolha

“Nunca tive a pretensão de realizar um trabalho histórico, se tomarmos o histórico – no caso – como trabalho científico. Na verdade, trata-se de um trabalho jornalístico, executado por alguém que há 54 anos ininterruptos, vivendo como jornalista profissional, alegra-se de conhecer o Paraná e sua gente”, explica o autor de Vozes do Paraná.

Para Aroldo, os critérios de escolha dos nomes “são todos meus”. E ele deixa claro: “não executo biografias de meus personagens: são perfis biográficos, grandemente marcados pelos retratos que chamo de ‘psicológicos’ de cada um deles”. Nesses retratos, diz, “prevalece meu olhar treinado, fazendo uma radiografia das personalidades que escolhi como notáveis do Paraná”. Para o autor, um dos pontos salientes da obra está no mérito de, em muitos casos, ser a documentação básica para que se avalie, até em plano nacional, a existência de nomes importantes do Paraná.

E lembra, a propósito: “No começo do governo Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann ainda era desconhecida dos meios de comunicação do país. Sua escolha foi uma surpresa. Por isso, no mesmo dia em que ela foi anunciada para a Casa Civil da Presidência, choveram os telefonemas me pedindo licença para ‘usar as fotos da ministra que estão no seu livro’, diziam representantes de veículos como IstoÉ, por exemplo. Depois, descobri porque eles me tomavam como referência: quase nada havia de referência biográfica de Gleisi, a não ser o perfil dela retratado em Vozes do Paraná 3, referenciado pela Wikipedia…”, diz.

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As dificuldades

Aroldo Murá G. Haygert ufana-se de manter uma publicação anual desse porte sem se “escorar” em leis de apoios a edições de livros, municipais, estaduais e federais. Muito menos – explica, com ênfase – em apoios de outra natureza. “A coleção vive exclusivamente da venda – até por isso acho que ela tem um preço que alguns, erroneamente, consideram caro. Mas que eu considero justo”, explica o autor.
Ele lembra que Vozes 6 terá exatas 640 páginas, com 870 fotografias. Dessas – e eis um fator precioso da publicação – algumas são históricas, como as dos primeiros dias, do batizado, da primeira comunhão, fotos de ancestrais, de espaços que até não mais existem mas que foram importantes na vida dos enfocados.
Ainda segundo Aroldo, Fábio Campana, o diretor da revista Ideias, foi o primeiro incentivador do seu trabalho, “que é único entre nós, com essa dimensão e com essa linha ética”. Observa que além de Campana, que abriu espaço e sempre apoiou a publicação para sua existência, contou com o espírito inventivo de Clarissa Menini, da Travessa dos Editores, que fez a proposta gráfica e a capa. Depois, “a uma ação incansável, criativa, trabalho de paciência e de grande perfil profissional do designer gráfico Jubal Dohms”.
Na avaliação do autor, colaboradores preciosos são ainda: Maí Nascimento, Tomás Barreiros, Cláudia Gabardo, Michelle de Cerjat.

 

Queiroz e Elin

Para garantir ao longo do ano fôlego financeiro para a obra (“são mil e uma despesas”), Aroldo Murá G. Haygert diz: “A sorte é que tenho como apoio seguro, fornecendo recursos materiais para o livro andar, duas personalidades fantásticas: os empresários e editores Luiz Fernando de Queiroz e sua mulher, Elin Talarek de Queiroz”. Para Aroldo, a tiragem de Vozes do Paraná fica sempre dentro do número que caracteriza as edições de bons livros no Brasil.
Números à parte, o autor defende que o relevante, de fato, é o trabalho de memória e registro dos personagens escolhidos: “Mas o importante é que com ele fazemos um trabalho supletivo ao do Estado, levantando vidas e obras de gente singular, como Belmiro Castor, Maria Elisa Paciornik, Fernanda Richa, Gustavo Fruet, João José Bigarella, Fábio Campana, Carlos Alberto Pessoa, Airton Cordeiro, Jaime Lerner, Hélio Puglielli, Dom Pedro Fedalto, padre Ricardo Hoepers, reverendo Jean Seletti, Carlos Eduardo Zimmermann, Bento Garcia Junior, Bia Wouk, João e Regina Casillo, Ricardo Pasquini, Edmilson Fabbri, Cícero Urban, Raul Anselmo Jr., René Dotti, Eduardo Rocha Virmond…”, aponta.

 

Os personagens da nova edição

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Na sexta edição, a tendência de reunir pessoas singulares continuou. O novo número conta com os seguintes personagens: Adalice Araújo, Airton Oppitz, Anderson Furlan, Antônio Felipe Wouk, Assis Gurgacz, Cassiana Lacerda, Clèmerson Merlin Clève, Cleto de Assis, Conceição Barindelli, Elias Abrahão, Fernando Fontana, Francisco Borsari Netto, Ivo Simas Moreira, Jaime Zenamon, João José Werzbitzki, José Rodolfo Gonçalves Leite, Léo Kriger, Luiz Fernando Pereira, Mara Cornelsen, Maria Cheung, Maria Elisa Paciornik, Maria Tereza de Queiroz Piacentini, Mário De Mari, Mauri König, Miguel Krigsner, Nilson Monteiro, Paulo Eugênio Anunciação, Paulo Mac Donald, Pedro Mufatto e Saul Raiz.
Para o autor, “o mais importante é saber que o livro passa a formar o acervo de centenas de bibliotecas do Estado, um trabalho notável de Luiz Fernando de Queiroz, que os remete para todo o Paraná”.

 

Vozes do Paraná 6 – Ficha técnica e serviço

Lançamento: 25 de agosto de 2014, a partir das 19h30.
Local: Vila Sophia, Rua Barão de Antonina, esquina com Mateus Leme, Curitiba.
Observação: parte da renda da noite será doada em benefício de obras sociais do Instituto Ciência e Fé.
Serão aceitos todos os cartões de crédito e débito; haverá valetpark no local.
Informações complementares e encomendas: aroldo@cienciaefe.org.br
O livro estará disponível para venda na Livraria do Chain, e também no site da Editora RoseaNigra – www.roseanigra.com.br

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