A hora do artista

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Há o fator artístico. Todos os candidatos acreditam que podem chegar lá ao usar seus dotes de camelô, palhaço ou ator melodramático. É claro que só isso não basta. É preciso dinheiro, dinheiro e mais dinheiro para custear uma campanha eleitoral. Mas se o candidato não conseguir se diferenciar na multidão, não há fortuna que possa salvá-lo. Está ralado.
Nessa busca dos políticos por algo que possa destacá-los dos demais, há todo tipo de inspiração. Um candidato nativo a deputado federal adotou o nome do presidente americano e virou Obama de Colombo.

Sobram candidatos que adotam nome de bicho para chamar a atenção. É o caso do Cobra, candidato a deputado estadual. Ou o Tigrão, a deputado federal. Adriano da Silva Oliveira quer ser eleito deputado estadual com o apelido de Bacurau, pássaro raro. Sanlai Araújo, modesto, adotou Baratinha em seu nome.
E os messiânicos? Pastor Divino Cruz é candidato a deputado federal. Jailton de Jesus da Rocha abriu mão do nome bíblico original para adotar o inexplicável Branco do perfume e do enxoval.

Há gosto para tudo. Temos Mestre Drácula, nome de urna de Maurício Beraldi. O Ewerson Alves da Silva quer se eleger com um trocadilho: Clark Crente. Gevanildo Lino quer uma das trinta vagas em Brasília usando o nome de Cascão.
Leão Brasil é o nome político de Gerson Batista Ribeiro. Taras Kazymyrko é o Tarracha. Amauri Dolenga dos Santos virou Hora do rango. Edson Stipp adotou é o Batatinha. O suplente a senador Baptista Leite Cavalcante, nada modesto, agora é Batista este é bom de mais. Assim, escrito errado. Emerson Miguel Petriv é o Boca Aberta.

A bizarria não é coisa nossa. Cowboy Beleza, Paulinho da Refrigeração e Tomé do Pau Branco são candidatos no Rio. Os mineiros podem optar pelos candidatos a deputado federal Dinho do Bar, Palhaço Freak, Mister M, Hie Hie e Ronaldinho, um sósia do jogador do Atlético-MG. Os paulistas terão como opções Magno – Ornitorrincos, Chico Loco, Tio do Doce, Dr. Verme e Battman.

E Tiririca, o deputado federal mais votado do Brasil em 2010, tentará a reeleição, mas não será exclusividade do eleitorado paulista. Os goianos também terão um Tiririca para chamar de seu, candidato pelo PSL.

Pois, pois, neste festival que atesta a pouca crença na seriedade da política no Brasil, no que tem toda a razão, não há grande diferença de caráter e intenções do time que adota nomes estranhos, que realmente podem diferenciá-lo, senão como bons políticos, como piada, dos políticos que fazem pose de estadista e juram que estão nessa pela felicidade geral da Nação.

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Um comentário

  • acho que o que menos importa é o nome do condidato , pois cada um normalmente usa algo que lembre seu trabalh.
    já os jornalistazinhos de plantão poderiam procurar materias mais relevantes .
    Ou será pura falta de competência , daí se ocupam com bobagens como esta…..
    fica dica amigo,,,, ou nunca vai sair de um jornaleco de internet.

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