Isabela França. Ed. 156

Imagens do Brasil – Debret do Século XX

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Paul Garfunkel. Foto: Divulgação

Ao tomarem contato com os dois álbuns de viagem do pintor e desenhista francês radicado no Brasil Paul Garfunkel, com imagens e registros de suas incursões por nosso país, a expressão Debret do Século XX foi espontânea. Nas palavras de Pietro M. Bardi, em 1983, a obra constitui um “patrimônio sem precedentes de anotações em que se notam, além da bravura excepcional do traço, a compreensão e o amor que conseguiu representar”.

Meio século depois das primeiras edições, a família de Garfunkel acaba de lançar Imagens do Brasil, reunindo os dois álbuns e outros conteúdos inéditos, num único e belo livro. O primeiro álbum, Imagens do Brasil, lançado em 1958, teve uma edição original de 275 exemplares, em que cada uma das 20 litogravuras foi colorida e retocada à mão pelo pintor.

Já o segundo, Novas imagens do Brasil, de 1962, é um relato sobre o périplo de Garfunkel pelas regiões Norte e Nordeste. Foram editados 250 exemplares, compostos de 20 serigrafias coloridas à mão uma a uma, com textos acompanhados por 22 vinhetas.

A partir de raríssimos exemplares das edições originais, de propriedade dos herdeiros do artista, o recém-lançado Imagens do Brasil traz 40 textos de Garfunkel – cada um com versões em francês e português, além de uma versão inglesa, e de imagens inéditas do acervo familiar. Com coordenação de Luca Rischbieter, Mauricio Vieira e Armando Merege, uma exposição com dezenas de imagens, entre aquarelas, desenhos, pinturas e fotografias, marcou o lançamento da obra. Na mostra, em cartaz no Museu Alfredo Andersen, o destaque vai para os raríssimos originais das 20 serigrafias e 20 litogravuras coloridas à mão que compõem os dois álbuns de viagens de Garfunkel.

Autodidata, profundamente influenciado pelo Impressionismo, mas sem se associar a tendências e movimentos da época, Garfunkel recorreu ao desenho, à aquarela e ao desenho-aquarela para retratar os homens, as paisagens, animais, hábitos e costumes brasileiros.

Vasto mundo

Um prestigiado coquetel marcou a abertura da mostra individual da fotógrafa gaúcha e mestre em poéticas visuais Romy Pocztaruk na SIM Galeria. Com curadoria da mestre em artes visuais Gabriela Motta, a exposição traz registros de vestígios arquitetônicos de cenários esquecidos, abandonados e desabitados registrados ao redor do mundo e que oferecem uma perspectiva entre o que se perdeu e o que resistiu nesses espaços.

Representada nacionalmente pela SIM Galeria, Pocztaruk também está entre os participantes da 31ª edição da Bienal de São Paulo, maior evento relacionado à arte do país e um dos mais importantes do mundo, que acontece até 7 de dezembro.

Ney Matogrosso

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Foto: Divulgação

O cantor Ney Matogrosso promete mostrar toda a sua sensualidade e ginga em Curitiba, no próximo dia 25 de outubro, antes de receber o Grammy pelo conjunto de sua obra. Ele se apresenta no Grande Auditório do Teatro Positivo com o espetáculo Atento aos Sinais. A consagração de seus 40 anos de carreira coincide com o anúncio do maior prêmio mundial da música, que receberá em Las Vegas. O show será lançado em DVD e, segundo ele, está melhor do que nunca, pois amadureceu ao longo da turnê. O repertório foge dos clássicos, conta com músicas de artistas projetados nos últimos anos (Criolo, Dan Nakagawa, Maria Gadú, entre outros) ao lado de nomes consagrados como Arnaldo Antunes, Paulinho da Viola, Lenine, Lobão e Itamar Assumpção.

Carbono Zero

O deputado estadual Ney Leprevost lançou, no final da reta eleitoral, a Campanha Sustentável, com a compensação de carbono emitido por ele e sua equipe no período de campanha. Contabilizando o consumo de gás, de água, de gasolina, de energia, de papel e descarte de lixo, Ney e sua equipe irão devolver para a natureza cerca de uma centena de árvores.“Além de uma medida para aumentar a conscientização das pessoas, é um dever nosso contribuir para o meio ambiente”, comentou.

30 anos

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Foto: Naideron Jr.

A empresária Rita Cooper Mylla comemorou com um desfile beneficente em prol da Provopar, na sede do Graciosa Country Club, os 30 anos da sua R. Cooper’s Joias. Com 22 madrinhas, a festa recebeu 230 mulheres da sociedade curitibana. As deslumbrantes peças enfeitaram os trajes de festa da Bazaar Fashion desfilados ao embalo do DJ João Frazão. A ambientação do salão levou a assinatura de Rossana Lazzarotto, com flores de Tina Gabriel. Fernanda Richa foi a madrinha de honra da festa.

Flamenco

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Foto: Divulgação

O Litercultura – Festival Literário de Curitiba – chega, no dia 30 de outubro, ao seu terceiro e penúltimo capítulo de 2014. Nesse capítulo, apresenta aos curitibanos um espetáculo inédito de poesia, música e dança flamenca com o cantor espanhol Manuel Lorente, acompanhado do guitarrista Raúl Mannola e da bailarina Eleonora Bayaz. O recital será na Capela Santa Maria e a entrada é gratuita. Manuel Lorente é um dos nomes mais importantes e originais entre os cantores profissionais de flamenco da atualidade. Nascido no meio mais tradicional desse gênero – Granada, na Andaluzia –, Lorente é antropólogo e grande conhecedor da cultura musical que exerce. Na sua apresentação mostrará a riqueza e a variedade dos estilos de flamenco, num repertório que inclui seguiriyas, fandangos, soleares, malagueñas, tangos, martinetes e vários outros. O recital será antecedido de uma palestra a respeito da cultura flamenca e da poesia nesse contexto. O espetáculo terá acompanhamento musical do violonista argentino Raúl Mannola, pesquisador, professor de violão flamenco no Conservatório de Madri e autor de nove gravações discográficas dedicadas ao jazz, ao flamenco fusão e ao flamenco tradicional. Em sua forma de tocar destacam-se a facilidade para a melodia e a composição, e a sonoridade profunda, limpa e muito flamenca. A outra convidada especial da noite é a bailarina Eleonora Bayaz, que levará ao palco a sensualidade e a exuberância da dança flamenca. Em sua dança destacam-se a força, a beleza, o ritmo e um sentimento profundo. 

Artemis

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Foto: André Alexandre

O Instituto Peito Aberto, grupo criado em 2013 em Paranaguá por pacientes e ex-pacientes de câncer de mama para dar suporte e ajuda mútua, realiza, durante todo o mês de outubro, a exposição fotográfica Artemis – aberta no último dia 1º de outubro –, que retrata a sensualidade feminina após o câncer. Com o objetivo de mostrar que, apesar da doença, a sensualidade e a feminilidade continuam, o fotógrafo André Alexandre, responsável pelas fotos, conta que a mostra traz 16 mulheres. O jornalista e escritor Paulo Ras é quem assina os textos, escritos diretamente no corpo de cada uma das fotografadas. A ideia era mostrar a realidade delas, mas sem que a doença em si, a cicatriz, estivesse em primeiro plano.

Todo o trabalho para promover a exposição – assim como todas as atividades do Instituto – é voluntário.  A exposição ficará em cartaz até o final do mês, na Casa Cecy. Depois, a exposição segue para São Paulo e Santa Catarina. O trabalho do instituto na conscientização das mulheres para a prevenção e das autoridades públicas para oferecer recursos é belíssimo. Atualmente, 90% dos casos de câncer nas mulheres são de câncer de mama e em mulheres cada vez mais jovens.

Festival de Cinema

Realizado há 15 anos, na programação da Bienal de Curitiba, a partir de 2014, o Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba passa a ser anual.  O evento, que acontecerá entre os dias 28 de outubro e 8 de novembro, espalhará a sétima arte por vários ambientes da cidade. Serão mais de cem filmes exibidos entre curtas, longas e documentários. Além disso, seminários, workshops e exposições de arte vão envolver os amantes do cinema durante duas semanas. A programação é gratuita. A mostra principal, Panorama do Cinema Mundial, teve curadoria do jornalista, pesquisador e crítico Sérgio Alpendre, e acontece de 3 a 8 de novembro. Serão 11 filmes que trarão um pouco da produção de excelência em várias partes do mundo, títulos inéditos em Curitiba, participantes e premiados em festivais internacionais. A mostra Panorama do Cinema será exibida sempre no Itaú Cultural em sessões noturnas. 

De Curitiba para os polos

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Foto: Divulgação

No dia 30 de setembro, o atleta curitibano Marcelo Alves lançou o seu primeiro livro, Extremos. O autor e maratonista, que explora o mundo por meio da corrida, é o primeiro e único, até o momento, brasileiro a participar das maratonas nos dois polos, além da prova no Monte Everest e da Amazônia, considerada a mais difícil do mundo. A sua primeira obra editorial relata as duas provas mais geladas, Antártida e Polo Norte, seus desafios e aprendizados. Marcelo foi convidado a integrar um seleto grupo de esportistas para uma prova inédita que acontece em janeiro, serão sete dias consecutivos de provas, em sete continentes diferentes. Além do título de corredor aventureiro, Marcelo se tornou o principal porta-voz da Campanha de Doação de Medula Óssea nos últimos anos, depois de escolher levantar essa bandeira nas corridas.

Fotografia

A Associação dos Artistas Plásticos do Paraná – APAP/PR, a mais antiga entidade do gênero no país, realizou em setembro a primeira mostra do recém-criado Núcleo de Fotografia. A exposição propôs um diálogo com as Artes Visuais, por meio do trabalho autoral, unindo fotógrafos e profissionais de outras áreas que utilizam a fotografia como forma de expressão e contou com 19 fotógrafos de Curitiba: Alberto Dy, Charly Techio, Christian Schönhofen, Francisco Santos, Gianna Calderari, Helio Dutra, Igor Gomes, Leticia Dranczukwl, Lu Berlese, Luiz Gustavo Vidal, Mathieu Bertrand, Mauricio Vieira, Mel Gabardo, Munir Bucair, Regina Oleski, Roberto Pitella, Sandra Carrillo, Tania Buchmann e Vanessa Múrio.

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Foto: Maurício Vieira

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Foto: Gianna Calderari

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Foto: Gianna Calderari

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Foto: Vanessa Murio

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Foto: Vanessa Murio

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