Cinema. Ed. 156 – Kubrick da fotografia ao cinema

Foto: Reprodução/viagemdecinema.blogspot

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Em junho de 2012, assisti  a uma exposição do Stanley Kubrick, craque do cinema que dispensa qualquer apresentação, no Museu de Belas Artes de Bruxelas. Naturalmente, entrei a achar que encontraria tudo sobre sua vida e sobre sua vida como cineasta, em partes acertei. Vários textos contavam sua trajetória pessoal, obviamente a mesclar com seus filmes, porém o protagonista não era Kubrick, o cineasta; era Kubrick, o fotógrafo.

Fui pego de surpresa, a cada passo era uma fotografia mais bela que a outra. Lembro-me de umas que ele fez de um circo, o que não me recordo é se ele viajou com o circo ou se o circo passou pela cidade, eram fantásticas. Era um Kubrick anterior ao sucesso, anterior ao reconhecimento, mas já era um Kubrick talentoso.

À medida que ganhava as salas do Museu, surgiu uma filmagem, era o curta Day of the fight, de 1951, Kubrick tinha 22 anos quando dirigiu e filmou-o – quem quiser conferir está disponível no Youtube –, não há nada de muito surpreendente, exceto o fato de pensar que todas as suas cenas foram feitas com uma única câmera. Depois desta exposição, o diretor de Laranja Mecânica me conquistou de vez, esse curta de uma só câmera, as fotos, a vida.

Coincidentemente, no mesmo ano da exposição no Museu de Belas Artes de Bruxelas, foi lançada uma box com sete filmes: 2001: Uma Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica, O Iluminado, De Olhos Bem Fechados, Nascido Para Matar, Lolita e Barry Lyndon; e mais um documentário sobre sua vida: Stanley Kubrick: imagens de uma vida, que conta com participações de Steven Spielberg, Woody Allen, Martin Scorsese, Jack Nicholson, além de outros.

Kubrick não foi unanimidade em seus filmes, em 2001, de 1968, a crítica não recebeu muito bem, diferentemente do público que o abraçou de maneira calorosa. Com Laranja Mecânica, de 1971, foi acusado de incitar a violência e barbárie humana. Barry Lyndon, de 1975, torna-se uma película menos conhecida, no entanto, alguns, entre eles Martin Scorsese, classificam-na como um dos melhores trabalhos do americano. Talvez O Iluminado, de 1980, tenha conseguido agradar gregos e troianos e colocado Stanley Kubrick em seu devido lugar de respeito e sucesso como um dos cineastas mais importantes da história.

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Foto: Reprodução/mcnyblog.org

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