Cinema. Ed. 157

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Cena do filme "Relatos Selvagens"

Parece série, mas é filme

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Foto: Reprodução/site adorocinema.com

O novo filme que está a ser comentado na Boca Maldita é o argentino Relatos Selvagens. A crítica insiste em associá-lo ao nome de Pedro Almodóvar, que atua na produção, tem lá seu mérito, um ganhador de Oscar não dá para desprezar, mas o nome que caracteriza a película de fato é Damián Szifron, o diretor.

Szifron já é conhecido pelo seu pessoal, criou a série argentina “Os Simuladores”, e seu filme caminha por aí, não é uma trama convencional, começo-meio-fim. São seis capítulos. O primeiro é curto, passageiros de um avião descobrem que têm algo em comum, o final? É inusitado, como os outros cinco. No segundo, um pouco mais longo, é um reencontro. Uma garçonete revê o homem que acabou com a vida da sua família.

O longa é intenso, não dá tempo de suspiros e reflexões filosóficas, carregado de drama e humor o dinamismo prevalece. A crítica falou também em humor negro, talvez, sádico parece melhor, pois a medida que Szifron levanta questões sobre injustiças sociais, como é o caso da garçonete e do penúltimo episódio, ele destrói com piadas menos Didi Mocó e mais South Park. O penúltimo episódio fala de um jovem bem de vida que mata uma pessoa atropelada, dramático.
Sucesso na Argentina, já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas.

New York Review of Books

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Foto: Reprodução/site cinephil.co.il

1962 e 1963 tiveram 114 dias difíceis para a imprensa nova-iorquina e para os que liam jornais. Os jornais diários saíram de circulação, entraram em greve, New York Times e Daily News não eram encontrados nas bancas.

A greve nos periódicos causou reboliço entre editores de livros que não tinham onde divulgar seus lançamentos. Um grupo de intelectuais decidiu não ficar a mercê dos jornais e criou o próprio veículo de comunicação com os leitores, paria-se a revista literária New York Review of Books editada por Robert Silvers e Barbara Epstein, falecida em 2006.

A edição número um saiu em fevereiro de 1963, anualmente lançavam 20 revistas e outros assuntos compuseram a obra – política, economia e comportamento – o que a fez uma das mais importantes do mundo.

A história fez brilhar os olhos de Martin Scorsese e David Tedeschi, diretores do documentário “The 50 Year Argument” que conta a história da revista. É possível ver importantes colaboradores da revista, como Norman Mailer.
O título em inglês anuncia que ainda não estreou no Brasil, previsão? Ainda não há. Mas há de chegar.

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