Curtas. Ed. 160

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Rafael Greca. Foto: Reprodução/YouTube

Greca de volta
Ora, pois, a decadência rápida do prefeito Gustavo Fruet assanhou gentes de todas as cataduras. No PMDB, é grande a turma que defende a candidatura de Rafael Greca de Macedo. Em chapa pura. O vice pode ser Maurício Requião, o filho. A ideia é a de que a oportunidade de Greca chegou, depois dos insucessos colhidos desde que migrou para o PMDB. Ah, sim, e com a ressalva de que Greca teria nova equipe de marketing e não a fracativa entourage que o desgraçou e a Requião nas urnas.

 

Pedalada
Nem havia assumido o Ministério da Fazenda e Joaquim Levy levou uma “facada nas costas”. Arno Augustin, do Tesouro, que havia prometido repasses ao setor elétrico em dezembro, pedalou R$ 1,25 bilhão para janeiro, deixando para o novo titular da pasta um rombo de R$ 6 bilhões. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já trabalha com a estimativa de um saldo negativo de R$ 4,5 bilhões.

 

Contra Levy
A mobilização contra Levy no PT é grande, inclusive dos economistas militantes. E o coro contra o novo ministro pode acabar voltando contra Dilma, para tentar livrar Lula do desgaste por medidas impopulares. Afinal, ele ainda é o criador – e ela, a criatura.

 

Tossiu
As primeiras mexidas nos benefícios trabalhistas e previdenciários inspira a oposição, que, até mesmo apoiada pelas centrais sindicais, vai batalhar contra. Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), “a vaca já tossiu e pode estar até com tuberculose”.

 

Cachê da posse
A cantora Alcione estava no bloco dos artistas que apoiaram a reeleição de Dilma Rousseff, o que não a impediu de receber o cachê de R$ 200 mil na festa da posse, pago pelo PT e que também arcou com as despesas de 600 ônibus saindo de vários estados com militantes e familiares, almoço incluído.

 

Casório
Reeleita presidente da Confederação Nacional da Agricultura (e licenciada) e empossada ministra da Agricultura, onde já avisa que não vai admitir invasão de terras, Kátia Abreu, criticada pelos fashionistas pelo vestido que usou na posse de Dilma, também está nervosa com os preparativos de seu casamento com Moisés Pinto, que trabalhava com ela na CNA. Como senadora e presidente da entidade, Kátia levou Moisés a tiracolo em nove missões internacionais. Detalhe: Dilma deverá ser a madrinha da ministra.

 

Sinais de trânsito
“Esquerda ou direita hoje são só sinais de trânsito.” É um trecho de divertida – e repleta de ironia – entrevista de Delfim Netto a The President, publicação voltada para o mercado de luxo. Em outro, do alto de seus 86 anos, fala sobre relações entre empresariado e Dilma: “O empresariado brasileiro, que está muito contra o governo, tem o preconceito de que Dilma é uma trotskista enrustida, e ela nos vê como um bando de ladrões”. E mais adiante, sobre hábitos pessoais: “Sempre fui um gato, me acomodo nos mesmos lugares e repito. Há muitos anos, eu ia com frequência jantar no Ca’d’Oro, no centro. Depois, frequentei o Massimo, onde tinha reservada a mesa 12. Hoje tenho uma mesa no Roma e no Gero. É coisa de velho”.

 

Lula na muda
Depois de passar uns dias na mansão de José Seripieri Jr (Qualicorp), em Angra dos Reis, com toda sua família e com direito a farto réveillon e muita pescaria, o ex-presidente Lula está de volta a São Paulo. Foram para lá às vésperas do Natal e retornaram agora, a bordo de dois helicópteros. Ele foi à posse de Dilma usando um jatinho de Seripieri. Nessa primeira fase do segundo governo de Dilma, contrariado com muitas nomeações, Lula não quer abrir a boca. Só que liberou os petistas: “Quem quiser reclamar, pode reclamar”.

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