Tatiana Nasser à beira-mar

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Para quem tem olhos abertos, olhos de ver, como bem dizem os portugueses, o mundo abre-se para o registro de imagens. Seres humanos e bichos, a natureza com árvores, pedras, águas, céu, estrelas, noite, montanhas, o sol, as flores, as diversas estações do ano, a neve, as folhas caídas, as construções humanas, as desumanas, a guerra, os detalhes. Do micro ao macro. Enfim, tudo o que se pode enxergar e fotografar. A seleção do artista, do fotógrafo, subjetiva, pessoal, a sua visão através da objetiva escolhida para o momento da fotografia, o enquadramento e a luz que incide sobre aquilo que vê é que vai determinar e transmitir sua sensibilidade.

Tatiana Nasser, cujo trabalho já apareceu na Ideias com o ensaio “Retratos anônimos”, agora nos mostra um trabalho mais intimista. À beira-mar, foge do registro fácil da cor. Trabalha com o P&B, com sua dramaticidade e plasticidade. Sugere de um modo sutil o mistério do tempo. Penso, vendo a série de fotos que enviou, num verso de Nicolas Boileau: “O tempo passa no instante em que algo já está longe de mim”. Um momento único, que é o momento da velocidade do obturador, e que após o clique, já passou e é outra coisa, outra paisagem, outro tempo, outra expressão. Estas fotos de Tatiana têm um quê de sonho, de solidão, de saudade, de silêncio, de mistério, de reflexão.

 

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