Tranchã

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A voz é tranquila, o sotaque carioca é solto e a conversa transita entre as paisagens do mundo e os grandes artistas da história.

Em Curitiba há mais de uma década, Vânia Andrade desenvolve em solidão as criações que lhe brotam na cabeça. Trancada em seu ateliê tem disposição para horas de trabalho, que às vezes imprime em telas, às vezes em objetos. E às vezes não quer nada disso, só aumenta o som e aproveita dos benefícios de ouvir boa música ou separa uma quarta-feira de uma semana qualquer para visitar museu que já conhece e conhecer de novo e de novo e de novo, quantas vezes forem necessárias para lhe acalmar o espírito.

Durante anos foi professora de Artes, regular, de sala de aula, e remota, utilizando as parafernálias tecnológicas, que não gosta, mas reconhece.

O eterno bom humor e a capacidade de ver poesia no cotidiano lhe dão contornos de fada, pessoa que chega para abrandar a vida de quem tem a sorte de estar em sua companhia.
Vânia é o que, em língua portuguesa, chamamos de “palavra-ônibus”, porque ela é divertida, inteligente, generosa, bacana, sacana, maneira, simpática, formidável. Tranchã!

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Foto: Acervo pessoal

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