Cinema. Ed. 161

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Grande Hotel Budapeste

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Foto: Reprodução/site ochaplin.com

O Grande Hotel Budapeste levantou quatro estatuetas no Oscar 2015, todas elas técnicas. Melhor trilha sonora; Melhor maquiagem e cabelo; Melhor direção de arte; e Melhor figurino. O fato de não ter levado melhor filme ou melhores ator e atriz, não diminui a película que teve a direção de Wes Anderson.

O longa tem como eixo um velho escritor que resolve contar seus tempos vividos no Grande Hotel Budapeste, quando conheceu o dono do estabelecimento e este resolve contar como tornou-se dono no período entre guerras. Uma história encaixada na outra aparenta-se confusa, porém a mudança de tempo e de narrador permite que o espectador frua com naturalidade à trama.

É, no entanto, com a história do dono do hotel que teremos o desenrolar do filme e onde aparecerão seus protagonistas, M. Gustave (Ralph Fiennes), concierge do local, e Zero (Tony Revolori), um jovem empregado. Ambos tornam-se muito amigos, mesmo com a diferença de idade e de cargo, pois cada um sabe qual é seu devido lugar.

A amizade deles revela várias aventuras: roubo de um quadro renascentista, a luta contra a família de uma velha senhora que deixou para Gustave uma fortuna, entre outras coisas.
O filme é baseado em textos de Stefan Zweig, um escritor austríaco que se exilou no Brasil e se suicidou em Petrópolis, no Rio de Janeiro, muitos dizem que pela tristeza de ver a barbárie nazista que imperava na Europa.

Birdman

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Foto: Reprodução/site es.paperblog.com

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) foi o grande filme do ano de 2014, isso foi o que disse o Oscar 2015. Levou além desta, outras três estatuetas: Melhor roteiro original; Melhor direção de fotografia; e Melhor diretor, com Alejandro González Iñárritu. Se alguns não se convencem com apenas essas, há outras premiações, no Globo de Ouro: Melhor ator, com Michael Keaton; e Melhor roteiro.

Iñárritu é mexicano, entretanto mostrou estar bem a par sobre o que é a indústria cinematográfica estadunidense. Estava tão seguro no solo em que pisava que resolveu fazer o que ainda não tinha sido feito. Ele afirmou que na vida real não há edições, logo quis deixar o seu filme mais próximo de uma realidade, com poucas edições, tomadas longas, há outros filmes, como alguns do Hitchcock, em que as tomadas chegam a dez minutos, mas o mexicano foi mais ousado. Sabia que era uma jogada arriscada, afirmou ser “quase suicida”. E não tinha parâmetros nem arquétipos para seguir.

Seu diretor de fotografia precisou de algumas conversas para se convencer do projeto, “[Birdman] tinha todos os elementos de um filme que eu não quero fazer – comédia, trabalho de estúdio e tomadas longas”, declarou Emmanuel Lubezki.

Birdman já sai na frente por ser um roteiro original, num tempo em que o cinema apenas faz adaptações de histórias já existentes, biografias, textos de outros gêneros e até letra de música. E seu roteiro não é mau.

O enredo fala sobre um ator, Riggan Thomson (Michael Keaton), que fez muito sucesso interpretando o super-herói Birdman e assiste sua carreira declinar após se negar a filmar o quarto filme da série. Cá, já temos a vida sem edições dita por Iñárritu, coincidentemente ou não, foi o que aconteceu na vida real de Keaton, que se recusou a continuar a série do Batman, e a partir de então perdeu espaço em Hollywood.

Thomson resolve roteirizar, dirigir e estrelar uma adaptação de um famoso texto da Broadway, porém durante os ensaios ele precisa lidar com diversas pessoas: seu agente Brandon, sua ex-esposa e sua filha, além de uma voz na sua mente que insiste em perturbá-lo.

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