O tempo voa?

Nossa já estamos no meio do ano!!! Meu Deus, não vi este ano passar!!! E assim seguimos espantando-nos com a passagem do tempo, que voa, como dizem. Por que temos tido essa estranha sensação de que o tempo tem passado mais rápido? É real ou seria uma ilusão?

Existem explicações para o fato, já que parece ser senso comum essa impressão. A ciência, muito atenta, fornece-nos substratos para pensarmos.

A neurologia nos traz uma explicação de como o cérebro percebe a passagem do tempo para que tentemos entender porque muitas vezes nos iludimos com essa passagem.

Nosso cérebro mede o tempo por meio da observação de movimentos. Por exemplo, se formos colocados em um local fechado, sem contato com o exterior e sem relógio, perderemos a noção da passagem do tempo. Por alguns momentos a mente ainda perceberá a passagem do tempo sentindo as reações internas do próprio corpo. Ciclos de sono e fome, etc… Quando inexiste a observação da movimentação de objetos, pessoas, eventos cíclicos – como nascer e pôr do sol – perdemos completamente essa noção.

Outra questão é a automatização de nossa rotina. Quando entramos no “piloto automático” e não  pensamos  para realizar nossas tarefas. Um exemplo clássico é o ato de aprender a dirigir um automóvel. Lembram-se? Primeiramente sofrimento, depois automatização. É muita informação ao mesmo tempo. Ligar, acelerar, embrear, frear, olhar ao retrovisor, semáforo, pedestres, ufa!!! Nossa atenção fica toda ali. Aos poucos vamos aprendendo e automatizando, até que não precisamos mais pensar e tudo flui automaticamente. O cérebro usa todas as experiências anteriores, ou seja, é como se não mais vivenciássemos aquele momento, pelo menos para a mente. Então a troca de marcha, o frear, sinaleiro, etc. são apagados da noção de passagem do tempo. Que loucura, né?!

O inverso também é verdadeiro, qualquer coisa nova que iniciemos a fazer, nos faz dedicarmos recursos para entendê-la, e nesse caso a coisa muda de figura, pois ficamos “ligados”, prestando atenção total àquilo, parecendo que o tempo aqui não passa. Ficamos olhando no relógio, ansiosos desejando que o tempo passe rápido.

Quanto mais vivemos, mais as coisas se repetem, problemas, programas de tevê, rotinas de trabalho, etc… E as novas experiências que fazem sua mente pensar de verdade, fazendo o dia parecer longo e cheio de novidades, vão diminuindo. Por isso, realmente, o que faz o tempo parecer que voa é a rotina, pois o que está automatizado não nos dá a noção da passagem real do tempo.

Temos mais explicações para tentar justificar essa sensação. Agora vem do campo da física, através do físico alemão W.O.Schumann, que vem estudando campos eletromagnéticos desde a década de 1950, nos mostrando que possuímos a mesma natureza bioelétrica da Terra, estando envoltos pelas mesmas ondas ressonantes e que esse campo eletromagnético é muito poderoso. Esse campo possui uma ressonância mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo, como se fosse um marca-passo responsável pelo equlíbrio da biosfera, condição comum a todas as formas de vida.

Nosso cérebro é dotado da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente constatou-se que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. A partir dos anos 1980, e mais fortemente nos anos 90, a freqüência de 7,83 teria passado para 11,00 e sequencialmente para 13,00 hertz, como se o coração da terra tivesse disparado. Por coincidência,desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir, perturbações climáticas, maiores atividades vulcânicas, conflitos entre povos no mundo se intensificaram por motivos injustificáveis.

Devido a essa aceleração geral, a jornada de 24 horas de um dia,estaria hoje em 16 horas, sendo, portanto, real a percepção de o tempo estar passando mais rápido, já que teria encolhido em 8 horas,segundo o transtorno ocorrido na ressonância de Schumann.

Como vemos, há muitas explicações para um fenômeno que de todos tem chamado a atenção. Existem situações acima de nossas capacidades de interação, porém, outras situações são plausíveis e nos permitem trabalhar melhor com essa caixa preta chamada cérebro,onde a ciência gatinha em sua tentativa de compreensão e melhor uso.Fazer coisas que quebrem a rotina, sempre que possível trazer novidades para nosso cérebro trabalhar em novos aprendizados, períodos de repouso e lazer que preservem nosso bom humor, parecem ter um valor importante para uma maior concentração e otimização da nossa função cerebral, melhorando nossa capacidade de avaliar a passagem real do tempo.

E é claro, o lugar comum tão pouco levado a sério em muitas situações que é o cuidado e o carinho com essa maravilhosa mãe chamada Terra.

Deixe uma resposta