Movimentos movimentam

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Manoela Leão. Foto: Silvio Aurichio

Com os índices do mercado editorial lá embaixo, livros de colorir lá em cima, quem apostaria em fazer um evento literário? O fracasso é um fato consumado. “Ou não”. Manoela Leão abre alas para a terceira edição do Litercultura e põe Curitiba na rota dos tropeiros. De Viamão a Sorocaba, a capital paranaense não é mais ponto de escala nos caminhos literários, é ponto de parada e graças a Manoela, pernambucana, designer gráfica, artista visual e produtora cultural. “Quando iniciamos o Litercultura fui alertada que os eventos culturais costumam morrer antes da terceira edição. O índice alarmante de mortalidade infantil da área não nos intimidou”, se diverte a organizadora.
E Manoela é arrojada, nas outras edições trouxe gente boa da melhor qualidade, como o Nobel de literatura J.M. Coetzee, o argentino Albert Manguel e os portugueses Gonçalo Tavares e Valter Hugo Mãe, talvez o principal nome da literatura portuguesa atual. E quando questionam como que ela consegue tudo isso, responde que é só fazer acontecer, mais ou menos como Décio Pignatari quando disse que “movimentos movimentam”.

D. N.

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