Em berço explêndido

Tudo bem, no melhor dos mundos? A socialite emergente que fornece marmita para o PT diz que sim. Enquanto isso leio que as Casas Bahia e Pontofrio decidiram fechar 31 lojas. É o resultado de uma queda nas vendas, de um ano para o outro, de 24,6%. Dilma Rousseff acredita que, barrando o impeachment por algumas semanas, pode resistir até o fim do mandato. Quando começar a quebradeira geral no comércio, na construção e nos bancos, sua chapa vai esquentar.
Precisa dizer mais? A intelectual que vomita seu marxismo latrinário entre uma puxada e outra de péssimo fumo paraguaio (o Paraguai consegue falsificar tudo, até maconha), insiste em dizer que a crise é uma invenção da direita neoliberal e golpista para arrancar Dilma Rousseff do poder e  acabar com os programas sociais tipo Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e outras invenções da filantropia petista que mantêm imenso curral eleitoral onde Lula brilha como conferencista e timoneiro da revolução.
Pois, pois, a recessão se espalha e já atinge 26 estados. Não está fácil pra ninguém, a não ser para quem tem sinecura e recebe das tetas da viúva, salve, salve, mãe Dilma, ou recebeu do petrolão, mensalão e todas as outras fontes ainda vivas de corrupção na República. E a Receita Federal a fazer pose e exigir que todos paguem seus impostos em dia, salve, salve, Tiradentes, inconfidentes, a derrama da época era um terço, agora é mais, chega a 40%, e a desfaçatez dos suseranos é ainda maior, intragável.
A esquerda revolucionária deu lugar à esquerda funcionária, viciada em sinecuras, prebendas e maracutaias de pequena monta se comparadas aos roubos do pessoal de alto coturno que assalta as estatais. Um acidente de percurso, como a Operação Lava Jato, está longe de acabar com o sistema. Elevou o juiz Sergio Moro a herói da temporada, substituto de Joaquim Barbosa, mas não duvidem, por trás dos panos, pouco mudou, há substitutos para os Vaccaris, para os Delúbios e operadores do alto e do baixo clero da política nativa.
A crise avança, mas sobrevive o Brasil gordo, oficial e oficioso, que explora e oprime o país real, magro e sofrido, embora certamente ainda capaz e produtivo. Pois essa gente, esses beneficiários e mandarins do estado patrimonialista, são os gigolôs do Brasil.
O segredo dessa gente é simples. As estatais, como a Petrobrás, quando mal administradas (desde que com jeito e cuidados), gastam mais, pagam mais prêmios, mais comissões e corretagens, fazem acertos e negócios mais vantajosos para os que negociam com elas. Administrar mal um desses mastodontes, portanto, não é apenas uma tentação e uma tendência: é uma arte. É uma festa.
O Brasil é um país alegre.

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