Prateleira. Ed. 169

Nasce um poeta

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Ferreira Gullar. Foto: Reprodução/site oredemoinho.blogspot.com.br

A poesia dele “é um tumulto: / a fala / outras vozes / arrasta em alarido”. Nasceu um poeta, nasceu José Ribamar. Hoje é Ferreira Gullar. Já ganhou Prêmio Camões e Machado de Assis. Possui envergadura para abocanhar o Nobel de Literatura. Ferreira Gullar é muitas vozes, como o título de um dos seus livros. Ferreira Gullar “é um tumulto, um alarido: / basta apurar o ouvido”.

O conceito de angústia, Kierkegaard

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Foto: Divulgação

O conceito de angústia, de Kierkegaard, escrito em 1844, levou quase um século para ser traduzido para o português. Direto do original surgiu apenas em 2010, na coleção pensamento humano, da editora Vozes. Neste livro, o pensador dinamarquês, sob o pseudônimo de Vigilius Haufniensis, esclarece psicologicamente, a discutir com Agostinho e com os sistemas idealistas, o conceito de angústia. Embora, aparentemente simples, Kierkegaard tornou um dos intelectuais mais influentes sobre o pensamento da existência humana no século XX.

Chico Buarque, Wagner Homem

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Foto: Reprodução/site portalivros.wordpress.com

Chico Buarque, inaugurou a coleção Histórias de Canções. Escrito por Wagner Homem e publicado pela editora Leya, em 2009, o livro surgiu de maneira despretensiosa. Homem não almejava fazer uma biografia ou qualquer coisa do gênero, apenas relataria alguns momentos históricos (brasileiros, musicais e ambos). Foi o que fez, contextualizou o leitor e contou as histórias que há por trás d’A Banda, Roda Viva, Pedro Pedreiro etc.

Por amor às cidades, Jacques Le Goff

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Foto: Divulgação

Em conversas com o jornalista Jean Lebrun que se desenrola o livro de Le Goff. Lançado em 1997 e traduzido um ano depois pela Editora UNESP, Por amor às cidades é um livro múltiplo, apesar de ter seu tema bem definido: serve historiadores, arquitetos e o público geral. Le Goff sustenta que há mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a medieval do que entre a medieval e a antiga.

Sherlock Holmes, Conan Doyle

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Foto: Reprodução/site chicagopubliclibrary.tumblr.com

Conan Doyle, escocês que formou-se em medicina, entrou na literatura por necessidades financeiras. Até que passados alguns anos criou um dos mais conhecidos personagens da literatura mundial: Sherlock Holmes. Um detetive extremamente perspicaz, capaz de desvendar personalidades no primeiro olhar. A população londrina apaixonou-se pelas histórias vivenciadas por Holmes, contudo Doyle cansou-se de seu personagem e o matou no conto O problema final. Os apelos foram tantos – uma senhora encaminhou uma carta que começava com “Seu bruto!” – que o autor, dez anos depois se viu obrigado a reviver seu personagem em A casa vazia.

A felicidade conjugal, Tolstói

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Foto: Reprodução/site outraspalavras.net

Virginia Woolf disse que “Tolstói é o maior de todos os narradores”. Não cabe a nós discordar; e depois de ler A felicidade conjugal, de 1859, nem terá como. Mesmo sendo a primeira obra do futuro autor de Guerra e Paz, já é possível perceber uma técnica narrativa certeira e primorosa. Embora, é bem verdade, com algumas imperfeições se comparada com outras obras suas. Tolstói classificou sua primeira novela como fraca, falsa e, até mesmo, ruim. Exagero dele.

Vinicius de Moraes

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Foto: Divulgação

Em 2013, ano do centenário de Vinicius de Moraes, a Companhia das Letras publicou uma elegante compilação de seus textos divididos em quatro livros: Para viver um grande amor; Poemas esparsos; Livro de sonetos; e Para uma menina com uma flor. Reunidos na box Uma seleção do melhor de Vinicius de Moraes em prosa e verso, os livros têm composições, crônicas, peças e poemas, escritos a próprio punho e datilografados pelo autor, com considerações, rabiscos e reescritos; além de fotografias do poetinha, sozinho ou acompanhado daqueles que fizeram parte de sua história.

A Festa da Insignificância, Milan Kundera

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Foto: Reprodução/site lounge.obviousmag.org

Nos diálogos que desfilam entre quatro amigos, em encontros espaçados e em diversos cenários, é que frui texto e ideias de Kundera. Narrativa leve, rápida, fácil que concentra as habilidades do escritor que, à data da publicação tinha 84 anos e uma vida inteira de escrita e prêmios nas costas. Não há como esperar nada menos que um texto bordado de simplicidade e com alto poder de comunicação. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca é a tradutora para nossa versão nacional e fez seu trabalho de maneira discreta e competente, a respeitar o estilo e o movimento do autor.

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