Prateleira. Ed. 170

O amante

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Foto: Divulgação

Marguerite Duras escreveu-o em 1984, perguntam-se todos: é uma autobiografia? Não, não é. É, é sim. A dramaturga, cineasta, escritora e, por muitos anos, senhoria de Enrique Vila-Matas tem como característica incorporar a vida em seus livros. Mas, O amante é talvez o que mais elementos tem. O título lhe rendeu o Prêmio Goncourt, o mais importante da França, e tornou-se a mais notável obra de Duras. Um livro com belíssimas frases, com movimento e bom de ser lido em voz alta.

A Cerimônia do adeus

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Foto: Divulgação

Foi o último livro escrito por Simone de Beauvoir, nele ela relata os últimos dez anos de vida de Jean-Paul Sartre, seu companheiro e amigo por longos 50 anos. Assim ela começa “Eis aqui meu primeiro livro - o único certamente - que você não leu antes que o imprimissem. Embora todo dedicado a você, ele já não lhe concerne.” E assim ela termina: “Sua morte nos separa. Minha morte não nos reunirá. Assim é: já é belo que nossas vidas tenham podido harmonizar-se por tanto tempo.” Depois desta bela despedida, há a transcrição da entrevista de Sartre, realizada por Simone no ano de 1974, seis anos antes de sua morte, onde ele fala de tudo: infância, mulheres, filosofia, viagens, trabalho etc.

O banquete

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Foto: Divulgação

Fábio Campana
Para quem se pergunta o que é o amor, Platão, o filósofo mais influente da história, escreveu O Banquete, uma série de discurso sobre Eros enunciados por seis figuras eminentes da Atenas de 385 a.C. Cada uma das teses apresentadas pelos personagens impressiona, seja por sua enorme riqueza conceitual ou mesmo imaginativa, o que o fez, com justiça, presente ainda hoje no imaginário coletivo. Quem pode ultrapassar o impulso, o instintivo e flutuar entre ideias e sentimentos que vão acima, ler Platão continua a ser essencial.

Fernando Sabino

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Foto: Reprodução/site literaturanaarquibancada.com

Sabino estreou na literatura com o livro de contos Os grilos não cantam mais, em 1941, quando tinha 18 anos. Foi no mesmo período que passou a conviver com Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos e formaram um grupo literário: Grupo dos Vintanistas; discutiam literatura e a vida boêmia mineira. Em decorrência de sua primeira publicação passou a trocar cartas, entre 1942 e 1945, com Mário de Andrade. Destas correspondências originou-se o livro Cartas a um jovem escritor e suas respostas. Em 1956 publicou O encontro marcado, uma de suas mais populares obras; em 1979 publica O grande mentecapto, título que o autor começara a escrever trinta anos antes. Em 2002 recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra que conta com mais de 40 obras.

O velho e o mar

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Foto: Reprodução/site vortexcultural.com.br

Depois de anos na profissão, o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe há 84 dias. Corajoso, se lança, sozinho, no alto-mar com a certeza de que desta vez voltará com peixe e com história para contar. Esta é a narrativa de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. O velho e o mar é o título mais vendido de Ernest Hemingway no Brasil.

As sete vidas de Nelson Motta

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Foto: Divulgação

Nelson Motta é um dos jornalistas que mais incentivou a cultura musical brasileira, ora com suas composições, ora com as colunas ou livros. Com o olhar atento revelou Marisa Monte e Vanessa da Mata. Onde via potencial e boa qualidade dava uma força. Recentemente resolveu olhar para tudo isso novamente e escrever esta história que pode ser lida em As sete vidas de Nelson Motta. O título faz referência a sua idade. Chegou aos 70, completados em 2014, com muita coisa boa pra contar. De jornalista a dono de boate tudo passa e nada escapa de suas sete vidas.

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