Curtas. Ed. 172

Lula reforça a defesa

Com o aperto do cerco de investigações em várias frentes sobre si e seus familiares, em especial nas operações Lava Jato e Zelotes, o ex-presidente Lula decidiu reforçar sua defesa: contratou o criminalista Nilo Batista para seu time de advogados. Nas palavras de aliados, Lula “tomou consciência de que algo mais grave pode acontecer”. Nesta semana, por exemplo, veio à tona que o delator Nestor Cerveró o citou diretamente em um negócio investigado na Lava Jato.

Bolsa Família

O programa Bolsa Família chegou a entrar na conta do ajuste fiscal para 2016. Contudo, no ano passado, considerada uma das principais bandeiras da administração petista, o valor atingido foi de quase R$ 26,9 bilhões. É um volume superior ao desembolsado em 2014, que foi de R$ 26,6 bilhões. Para quem não tem ideia: desde 2003, o governo federal já transferiu R$ 186,5 bilhões a famílias de baixa renda, em valores correntes. E o número de beneficiários tem se mantido estável: 13,9 milhões de famílias.

 

Lava Jato sob fogo cerrado

É óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues, que a Operação Lava Jato tem a simpatia de nove em cada dez brasileiros e brasileiras. Nem por isso deixa de receber críticas. E agora é fogo cerrado. Os argumentos são jurídicos e passam a margem do clamor popular. Dezenas de advogados penalistas e constitucionalistas redigiram manifesto contra a Operação Lava Jato. Entre eles defensores de políticos e empreiteiras sob suspeita de formação de cartel no esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2014, afirmam  que “nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática”.

Senhor relator

Nada como um ano após o outro. O conselheiro Fabio Camargo, do Tribunal de Contas, tão contestado, foi escolhido relator das contas de 2016 do governador Beto Richa.  O relator e sua equipe técnica têm a função de acompanhar, ao longo do ano, a execução orçamentária, financeira, patrimonial, operacional e a gestão fiscal do Executivo estadual.

 

Tempos de crise

Tem posto de gasolina, no Rio, a vender a prestações. O Shell, na Avenida das Américas, na Barra, parcela a venda de combustível em até três vezes no cartão de crédito.

 

Traseiro na parede

Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, espalhou pânico entre políticos e empresários com suas novas delações. Todos permanecem encostados na parede sem saber o que  vem por ai na volta do recesso. Há muitas delações e muitas dúvidas, envolvendo conhecidas figuras políticas do país. Todos os detalhes da delação de Cerveró ainda não vieram à tona e também ainda não foi homologada a proposta de delação do ex-presidente do PP, Pedro Corrêa. Em sua proposta de acordo, já citou Jaques Wagner, da Casa Civil, e até Aécio Neves. Essa referência, a propósito, mais a do “governo FHC”, animam os petistas, que querem ir à forra.

 

São os tempos

Com certeza a segurança pública não é prioridade no governo de Dilma Rousseff. Menos ainda a Polícia Federal, que teima em investigar e prender gente da turma do PT. Por falta de gasolina, os barcos da Polícia Federal, que fazem a fiscalização na fronteira do Paraná com Paraguai e Argentina, estão parados o que pode aumentar o tráfico de drogas e armas por aquela região. A Polícia Federal também está fechando delegacias por falta de pagamento de aluguel. A Delegacia de Foz do Iguaçu, a maior do Estado, começou o ano com dívida de R$ 2 milhões.

 

Desastrada

A desastrada política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff é responsável pela queda dos investimentos em diversos setores da administração pública. Um levantamento realizado com base em dados oficiais mostra que, na tentativa de conter os efeitos da crise e sanar um rombo bilionário nas contas públicas, o governo federal promoveu cortes expressivos nos índices de investimento entre os anos de 2014 e 2015.

Café requentado

A pouca massa cinzenta disponível entre os economistas do PT não vê outra fórmula para tirar o país da crise que não a de sempre. Aumentar o crédito para estimular o consumo e assim manter a produção industrial em alta. E, de quebra, ou o que é mais importante para o PT, recuperar índices de popularidade nos estratos sociais dos mais pobres. Pois, pois, isso já nos levou ao fundo do poço.

O grande culpado

Novo estudo do Centro de Pesquisas em Direito e Economia da FGV traça o perfil do indivíduo com maiores possibilidades de estar endividado no Brasil: é negro, mora de aluguel com outras pessoas, perdeu o emprego nos últimos 24 meses, vive em uma capital e não é católico.

Descalabro

A mesma pesquisa assinala que a oferta de crédito cresceu 900% em dez anos, enquanto a renda subiu 150%. Com isso, o nível de endividamento saltou de 18% em 2005 para 46% em abril de 2015.

 

STF suspende júri

O julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que estava previsto para janeiro, foi suspenso após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder uma liminar em favor de Carli. A decisão é do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, uma vez que o ministro Gilmar Mendes, que é relator do processo, está de férias.

Lerdo Barbosa

Nelson Barbosa só começará anunciar as medidas para tentar ressuscitar a economia depois de voltar do seu périplo a Davos, que acontecerá entre quarta-feira e sábado que vem — é isso que está no planejamento do Palácio do Planalto. Ou seja, na última semana de janeiro, se tudo der certo. Até porque, se atrasar, vai ficar para meados de fevereiro, depois do Carnaval.

 

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