Paraná dá o exemplo

(Governador Beto Richa – Foto: ANPr)

Só os fanáticos do Apocalipse petista não conseguem ver que o ajuste fiscal do Paraná, primeiro estado com um governo capaz de perceber o tamanho da crise engendrada pelo desgoverno de Dilma Rousseff e o PT, foi providencial. Ao contrário do que acontece no resto do país, aqui as contas estão em dia, os salários, inclusive o 13º, foram pagos rigorosamente na data, e o governo faz caixa para investimentos, atitude que pode salvar o Paraná de recessão mais aguda, como se vê em outros estados.
Nem por isso a classe média nativa dobra a língua, faz autocrítica e reconhece a importância do ajuste fiscal feito aqui. Apega-se aos escândalos, às denúncias, apoia as iniciativas que fazem do movimento dos professores e baderneiros, no 29 de abril, vítima e não réu. Para eles, o réu é o governo, a polícia, que impediu, dentro da lei, a depredação de um dos poderes, o Legislativo. Estranho este Paraná, que pede ordem, justiça, respeito às leis, mas que naufraga em balelas como essa por pura motivação política e ideológica bem conduzida pelo PT, partido que perdeu a credibilidade, mas que ainda tem seu braço armado e capilarizado no sindicato dos professores, que usa as escolas para seu proselitismo e dão péssima aula de cidadania.
Segredo do sucesso? A malta petista, e assemelhadas, urra seus argumentos. Diz que a rápida recuperação da economia paranaense se deve ao governo ter lançado mão de recursos da Previdência e aumentado impostos. Não é verdade. “O Governo do Paraná fez o que o governo federal não fez. Com as contas equilibradas, será possível retomar investimentos, que é um vetor importante para combater a crise”, diz Julio Suzuki, presidente do Ipardes. Com o ajuste, o Estado prevê R$ 7,8 bilhões em investimentos para 2016.

“Alcançamos avaliações positivas em indicadores como segurança, infraestrutura, solidez das finanças públicas e capacidade de investimento”

 

Sorry, periferia

O Paraná é o segundo estado mais competitivo do país. O ranking de competitividade dos estados é elaborado pelo Centro de Liderança Pública, em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit, a divisão de pesquisas e análises do mesmo grupo que edita a revista The Economist. No ranking geral, o Paraná tem nota 80, atrás apenas de São Paulo (90), mas a frente de economias fortes como de Minas Gerais (5º lugar – 68) e Rio de Janeiro (8º lugar – 66 pontos).
“Deixamos para trás grandes centros econômicos e alcançamos avaliações positivas em indicadores como segurança, infraestrutura, solidez das finanças públicas e capacidade de investimento. Nos preparamos para que 2016 seja melhor para o nosso estado”, disse o governador Beto Richa.
Além do Paraná e São Paulo, o ranking aponta ainda nas lideranças os estados de Santa Catarina (3º lugar – 77 pontos), Distrito Federal (4º lugar – 70 pontos), Rio Grande do Sul e Minas Gerais (5º lugar – 68 pontos), Espírito Santo (7º lugar – 67 pontos), Rio de Janeiro (8º lugar – 66 pontos), Mato Grosso do Sul (9º lugar – 64 pontos) e Goiás (10º lugar – 59 pontos).
“Este segundo lugar tem um gostinho de primeiro, afinal todos reconhecem que São Paulo é o hors concours, um estado com a força de um país. Isso mostra que os novos conceitos de administração adotados pelo Paraná deram, de fato, um resultado muito positivo. Este segundo lugar foi apontado depois de uma avaliação que analisa a governança, as políticas públicas, os investimentos em educação, saúde, segurança, infraestrutura, empresas públicas, combate à corrupção”, completou Richa.

“O Paraná tem hoje o agronegócio mais pujante do Brasil. Isso é um fator que diferencia o Estado de outras unidades”, afirma Julio Suzuki

 

Liderança nos indicadores

O ano de 2016 promete ser de desafios para a economia brasileira, mas o Paraná registra um cenário mais favorável do que a média brasileira. A retomada do investimento público, possível graças ao ajuste fiscal, e a expansão do agronegócio, embalada pelo câmbio mais favorável, devem ajudar a puxar os resultados da economia paranaense neste ano, de acordo com o presidente do Ipardes, Julio Suzuki.
“2016 começará ainda trazendo os efeitos da recessão brasileira de 2015, mas o Estado tem condições de sair da crise mais rapidamente, assim que o Brasil der os primeiros sinais de retomada”, afirma Suzuki.
Nos indicadores que pontuam o ranking, o Paraná lidera em segurança pública com 100 pontos. Este indicador leva em conta o número de homicídios, roubos e mortes no trânsito e a média brasileira neste indicador é de 67 pontos. Em infraestrutura (energia, rodovias e telecomunicações), o Paraná está sem segundo com 72 pontos, enquanto a média no Brasil é de 53 pontos.
Em educação (desempenho e taxa de abandono), o Paraná fica em terceiro com 85 – média no Brasil, de 54 pontos. E em solidez fiscal (endividamento público e investimento), o Paraná também fica em terceira colocação com 98 pontos e em sustentabilidade social (saúde, desigualdade e saneamento), o Paraná está em 4º lugar com 86 pontos – enquanto a média brasileira é de 50 pontos.
O reconhecimento do ranking e dos indicadores econômicos e sociais, ainda de acordo com Beto Richa, “é uma sinalização clara de que o Paraná está no caminho certo. Agora é caminhar a passos mais largos e firmes para garantir crescimento ao Paraná qualidade de vida. É importante destacar que não somos uma ilha dentro deste cenário de dificuldades e incertezas do Brasil. Vivemos uma profunda crise financeira nacional. Mas trabalhamos ainda mais para que o Paraná seja protegido dos efeitos nefastos da crise nacional.
Vários indicadores mostram que, mesmo em tempos difíceis para economia brasileira, o Estado vem avançando. Segundo o IBGE, o Paraná se tornou a quarta maior economia do país; foi eleito o segundo mais competitivo do Brasil, de acordo com o The Economist; e detém o terceiro maior salário médio do País, atrás de São Paulo e Distrito Federal. Outro levantamento, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, mostra, ainda, que 96% das cidades paranaenses têm nível de desenvolvimento alto ou moderado.

A força do campo

Além disso, o agronegócio, que já vem com bons resultados e uma safra recorde em 2015, deve se beneficiar do dólar valorizado nas exportações. Puxado pelas cooperativas, o setor vem investindo pesado em expansão e diversificação de produção e armazenagem. As cooperativas paranaenses respondem, atualmente, por mais de 30% das exportações do setor no país. “O Paraná tem hoje o agronegócio mais pujante do Brasil. Isso é um fator que diferencia o Estado de outras unidades”, afirma Julio Suzuki.
A retomada da indústria de transformação, por sua vez, deve ser mais lenta e ficar para 2017. Mas há alguns bons prognósticos. As exportações devem melhorar com o câmbio favorável. Além disso, o novo governo da Argentina deve melhorar as relações comerciais com o Brasil. A Argentina é um dos principais destinos das exportações paranaenses, especialmente do setor automotivo. “A Argentina promoveu uma política comercial que impôs várias barreiras aos produtos brasileiros. A expectativa é que o novo governo retire essas restrições, o que beneficiará as exportações do Paraná”, diz Suzuki.
A tropa que sofre da doença infantil do comunismo, o esquerdismo, pode não gostar de Beto Richa, pode até odiá-lo como se odeia rival no amor, pode detestá-lo como eu detesto essa coisa chamada de música sertaneja, mas não tem como contestar que o ajuste fiscal feito por ele, antes dos demais governantes, salvou o Paraná do desastre que hoje sofrem os outros estados. Salários em dia, aumento de 10,8% em janeiro, 8 bilhões para investir em 2016, só o governo do Paraná está em condições de bancar. O resto faz fila para pedir pinico à Dilma Rousseff.
Há muito funcionário público de maus bofes. Diferente dos anos anteriores, quando tudo se arrastava durante o verão, a temporada de praia e as férias escolares, em 2016 o governo decidiu começar a todo o vapor. Na metade de janeiro o governador Beto Richa fez a primeira reunião do secretariado, mandou abrir o orçamento e cobrou agilidade e empenho. Não há novidade. O governador reafirmou investimentos de cerca de R$ 8 bilhões neste ano.
Também não há previsão de surpresa desagradável. O aumento salarial do funcionalismo, previsto em acordo do ano passado, vai acontecer. E não é pouco. São 10,8%. Enquanto isso, estados administrados por petitas e assemelhados, que se recusaram a fazer o ajuste fiscal, não conseguem pagar salários, alguns não pagaram o 13º e não aceitam falar sobre aumento. Mas ainda há quem acredite que o ajuste foi contra os interesses do Paraná. Que fazer? Há até quem acredite que o Lula é um estadista.

Mas ainda há quem acredite que o ajuste foi contra os interesses do Paraná. Que fazer? Há até quem acredite que o Lula é um estadista

 

Síndrome do petismo

Ninguém há de esquecer o 29 de abril do ano passado em que os professores, reforçados por militantes de partidos e movimentos sociais comandados pela oposição ao governo Beto Richa, tentaram invadir a Assembleia Legislativa pela segunda vez para impedir a votação de medidas do ajuste fiscal. Os professores que queriam fechar o parlamento, atitude típica do fascismo, saíram dessa como vítimas da polícia que os impediu.
Pois bem, estados que não fizeram o ajuste fiscal agora não conseguem nem mesmo pagar o 13º salário dos servidores. O governo gaúcho, que chegou a atrasar o pagamento de parcelas da dívida com a União e de salários ao longo do ano, programou pagar o 13º do funcionalismo de junho a novembro de 2016. Em Minas Gerais, o governo petista precisou usar recursos de depósitos judiciais em processos em tramitação na Justiça estadual – cerca de R$ 2,8 bilhões – para o pagamento de dívidas e folha de aposentados. Dinheiro que aqui os petistas consideram que o Estado não pode lançar mão.
A verdade é que a crise econômica, as denúncias de corrupção da República e as da província, a recessão, fizeram do movimento dos professores o catalizador da insatisfação geral da população. Professor, no imaginário social, não é um simples agitador político, um agressivo atentador contra instituições democráticas. Professor, no imaginário popular, é um ser dedicado ao bem de educar crianças e jovens. Portanto, um ser acima do bem e do mal, intocável, mesmo quando quebra o plenário do Legislativo para tentar fazer valer seus interesses pessoais e políticos. Sempre potencializado pela mídia que não disfarça uma posição política contrária ao governo Richa.

Feitiço contra o feiticeiro

O radicalismo petista, sua insistência em derrubar o prestígio e a popularidade do governador Beto Richa, cobrou-lhe um preço alto. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra que o PT passa por uma grave crise de imagem no Paraná. Nada menos que 63% dos eleitores do estado consideram a legenda a mais corrupta do país – em segundo e terceiro lugar, PSDB e PMDB foram considerados os mais corruptos por 4% da população cada um. A legenda de Lula é, também, a mais rejeitada no estado: 56% dos eleitores não se filiariam ao partido “de jeito nenhum”.
Outro indício de como a imagem do partido está enfraquecida no Paraná é a ligação com os eleitores. Tradicionalmente, ainda que sofresse rejeição de setores da sociedade, uma parcela significativa da população se identificava com a sigla – muito mais do que com seus adversários. Agora, o PT está na terceira colocação da preferência do eleitorado, com 4%, contra 10% do PMDB e 9% do PSDB.

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