Curtas. Ed. 174

Hilário

Seria cômico se não fosse trágico: figuras como Evo Morales, Rafael Correa e Nicolás Maduro estão unidos na denúncia de um “golpe” contra Dilma e na defesa da “democracia” no Brasil. São figuras que prendem cidadãos que querem exercer sua liberdade de expressão e criam mini-exércitos para combater oposicionistas. E destroem países. São conhecidos em todo mundo.

 

Lula, o esperto

Lula não é de matar com a unha, observa o Vicente Ferreira. Esperto, experiente, malandro, tinha razão quando disse em gravações de seus telefonemas que podia virar o jogo no STF. Virou. Teori Zavascki, jurista da turma indicado por Dilma para o STF, encarregou-se de aliviar a barra de Lula. Tirou de Sérgio Moro as investigações sobre o petista. E proibiu a divulgação de gravações telefônicas autorizadas pela Justiça que revelaram um Lula de caráter duvidoso e de péssimas intenções.
Lula também disse que podia mudar o destino no Congresso. Enquadrou pessoalmente Renan Calheiros, presidente do Senado, que mudou da água para o esgoto. Disse, depois de tratar com Lula, que não há o que justifique o impeachment de Dilma Rousseff. Ou seja, a República de Brasília volta a ser conduzida pela turma da sacanagem. Só falta agora querer fechar a República de Curitiba, o sonho de todos eles.

 

Moro mundial

O juiz Sérgio Moro é o 13º líder mais importante do mundo, segundo a revista americana “Fortune”. Moro é o único brasileiro na lista de 50 nomes. O juiz aparece logo à frente de Bono Vox, vocalista da banda U2. No topo da lista, Jeff Bezos, fundador da Amazon. Em seguida, aparece Angela Merkel.

 

Sai de cena

O senador Roberto Requião, do PMDB, deve pendurar as chuteiras. Muito próximo dos 80 anos de idade, irritou nove em cada dez paranaenses ao assinar o documento “Reclamação Disciplinar”, elaborado pelos senadores petistas e encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Sérgio Moro, coordenador da Operação Lava Jato.

 

Fundo do poço

A recessão e as crises política e fiscal do ano passado levaram o Brasil a registrar pela primeira vez desde 1992 a combinação de queda na renda com o aumento da sua desigualdade. O resultado marca o fim de um período de 14 anos consecutivos de melhora na equidade social brasileira, uma das grandes marcas dos governos do PT. Desde 1992, nunca renda e desigualdade pioraram juntas no país.

 

Todos negam

Dos paranaenses citados na lista da Odebrecht de doações para políticos e que tais, nenhum admite que recebeu dinheiro da empreiteira. Jorge Samek, da Itaipu, Ricardo Barros, do PP, Luciano Ducci, do PSB, e Ratinho Junior, agora no PSD, negam peremptoriamente que receberam os recursos registrados na lista da Odebrecht. Ninguém se surpreendeu com a reação da turma.

 

Flagrados

Assim caminha a humanidade. A 26ª fase da Operação Lava Jato, denominada Xepa, flagrou o marqueteiro de Gustavo Fruet (PDT), Gleisi Hoffmann (PT) e Enio Verri (PT) em transações com propinas que podem levar aos verdadeiros beneficiários do caso, os candidatos. Oliveiros Marques é dono da Sotaque Brasil, agência de propaganda que recebeu dinheiro sujo da Odebrecht.

 

Dilma sai às ruas

A presidente Dilma tem estado muito reclusa em seu gabinete. Por recomendação de Lula, vai sair às ruas para liderar uma campanha em defesa de seu mandato. Pesquisas mostram que a petista precisa ir mais às ruas para, de um lado, fazer o embate político e, de outro, mostrar que há governo funcionando por meio de inaugurações e entrega de obras. As sondagens sinalizam que a população reage positivamente quando Dilma faz intervenções públicas.

 

Sem prontidão

Os comandantes das Forças Armadas, que mantêm diálogo com o ministro Aldo Rebelo, da Defesa, não enxergam nenhuma ameaça à legalidade. Acham que os movimentos obedecem a ritos constitucionais e em nenhum momento imaginou colocar tropas de prontidão. Acreditam que toda a conturbada cena política nacional, com manifestações de rua contra e pró-impeachment, são demonstrações de plena democracia.

 

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