Editorial. Ed. 174

O PT é um cadáver insepulto, malcheiroso, ainda a crescer unhas e pelos. É velado no Palácio do Planalto, pranteado no Palácio do Alvorada e em todos os prédios públicos onde ainda se encontra instalado. Quanto tempo vai durar o velório? Impossível responder. Há manobras políticas e jurídicas que sempre podem adiar o enterro. Do tipo Lula virar ministro, Dilma reformar o ministério, o PT fazer acordos inconfessáveis. Mas não há dúvidas de que este ciclo terminou. O que virá depois? Não sei, mas nada poderá ser tão funesto quanto o PT e sua corja. A queda do PT levará de roldão o resto, incluídos Cunha, Renan, Aécios. Outros voltarão à sua dimensão, à condição de pedestres, como os Bolsonaros e que tais. Oremos.

Eles sabem que acabou. Mas têm a esperança de ganhar tempo para uma milagrosa ressurreição. Afinal, são do país do jeitinho, do arreglo, do acordo por baixo dos panos. Por que não acreditariam numa saída à brasileira? Só falta para eles descobrir como calar o juiz Sérgio Moro, que se mostra incansável. Inabordável. A fazer estragos de monta no sistema de corrupção que governa o país. Não duvidem, é nisto que eles, todos eles, de Lula ao mais insignificante dos militantes da horda, de Aécio a qualquer um dos corruptos da outra banda, se concentram neste momento.

Dilma Rousseff perdeu a condição de governar. Lula é quase um foragido, sitiado em seu endereço de São Bernardo. O PT, que dominava os protestos de rua, agora faz manifestações pífias em defesa do governo. Acabou-se o que era doce. Os petistas ilustres estão presos ou sob investigação. José Dirceu, Palocci, Gleisi Hoffmann, Delcídio do Amaral, Paulo Bernardo e toda a caterva consomem ansiolíticos com medo da polícia. Quem comeu arregalou-se.

Acabou. É comovente a aflição da esquerda funcionária, a que restou ao lado de Dilma, preocupada em preservar a sinecura, a prebenda, a maracutaia. Vai defender o emprego comissionado com unhas e dentes. Passou a insultar qualquer um que peça a deposição do PT, desesperada diante da visão de dias difíceis.

Só os sonhadores não percebem que acabou. Não há como governar um país com a absoluta maioria pedindo o impeachment para defenestrar Lula, Dilma, o PT, as jararacas, os aloprados, os fanáticos e todos os vendilhões da pátria. Acabou. Quanto mais tempo ficar no governo, com manobras no Legislativo e no Judiciário, mais sofrimento para os brasileiros. E isso é tudo que podemos esperar do governo do PT e seus sócios.

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