Serra diz que Brasil apoia iniciativas construtivas de entendimento na Venezuela

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O ministro das Relações Exteriores, José Serra. Foto: Jessika Lima/AIG-MRE

Por Heloisa Cristaldo
Da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou hoje (6), por meio de nota, que o governo brasileiro apoia iniciativas “construtivas” que promovam o entendimento entre o atual governo venezuelano e a oposição.

“Como país vizinho, amigo e solidário da nação venezuelana, o Brasil está pronto a contribuir na busca desse entendimento e a colaborar para o atendimento das carências mais críticas que afetam a população do país vizinho”, diz o texto divulgado pelo Itamaraty.

“Temos acompanhado com apreensão os acontecimentos na Venezuela: a radicalização política, o aprofundamento da crise econômica e o contínuo agravamento da situação humanitária e dos direitos humanos, inclusive das prisões arbitrárias. Preocupa-nos o sofrimento do povo venezuelano devido ao desabastecimento alimentar, à superinflação e ao colapso da oferta de medicamentos”, avalia Serra.

Na nota, o ministro diz que o Brasil está disposto a “doar medicamentos básicos produzidos por nossos laboratórios públicos, entregando-os a organizações internacionais humanitárias que possam promover sua distribuição” na Venezuela.

 

OEA

No início deste mês, a Organização dos Estados Americanos (OEA) acionou a chamada Carta Democrática Interamericana contra a Venezuela. Foi a primeira vez na história que o instrumento foi solicitado, implicando a abertura de um processo que pode levar à suspensão do país do organismo regional.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, pediu a convocação de um conselho permanente dos Estados-membros, entre 10 e 20 de junho, para discutir a “alteração da ordem constitucional” na Venezuela e “como a mesma afeta gravemente a ordem democrática”.

Protestos em massa foram registrados na última sexta-feira (3) em várias regiões de Caracas, capital da Venezuela, por causa de falta de comida, de bens e serviços. As manifestações começaram depois que os militares do Exército Nacional confiscaram produtos em várias partes do bairro San Martín para enviá-los aos centros de abastecimento locais, onde são distribuídos à população.

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