Entre o ser e o nada

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Poderia escrever um mural de adjetivos, fazer um texto só de adjetivos, sem artigos, preposições, verbos, haveria uma exceção, o texto teria um único sujeito, obviamente que seria ela, de resto, adjetivos, os melhores, seriam tão bons que até os superlativos seriam desprezados. Embora queira, não dá.

Jessica Stori é o contraditório, a astrologia já mostra, é de peixes com ascendente em escorpião, combinação pra lá de esquisita. É a angústia e agonia com o sossego e a leveza. A raiva e o perdão.

Está sempre preparada para os problemas alheios, para os problemas mesquinhos, para os problemas fúteis. Empresta o ouvido para todos. E não espera a retribuição. Em nada. Faz o bem por querer fazê-lo.

Talvez isso explique o porquê do envolvimento na causa feminista. (Jessica faz parte do movimento Marcha das Vadias de Curitiba.) Não é moda, não é oportunismo, não é status, ela luta pelas mulheres por querer o bem, das mulheres e de todos. Para que vivamos numa sociedade mais salutar.

Se isso já não fosse o suficiente, Jessica ri uma risada gostosa, sabe rir dela e dos outros. Mais e ao contrário. Acadêmica dedicada, séria, aquelas estudiosas que irritam, pesquisa literatura e gênero e coleciona 10.

Estar com a Jessica é navegar entre o sério e o engraçado, entre a série e o jornal, entre o ser e o nada.

DN

Foto: Rodrigo Antonio Martins de Souza

Foto: Rodrigo Antonio Martins de Souza

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