Cinema. Ed. 178

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Olympia (1938

José Augusto Jensen

Olympia_PosterDocumentário épico sobre a 11ª Olimpíada da era moderna, de 1936, em Berlin. Concebido e editado por Leni Riefenstahl, a cineasta de Hitler, é considerado o mais comovente registro cinematográfico sobre o esporte e a competição física já produzido.

Mais de 30 câmeras foram usadas, 400.000 metros de filme rodados, que somaram 250 horas. Seis meses de preparação antes do evento e um ano e meio para editar o material, de uma beleza estonteante, poesia do corpo humano em movimento. Valas abertas para os cinegrafistas, câmeras presas aos atletas, balões Zeppelin para as tomadas aéreas, a um custo de metade de uma grande produção hollywoodiana da época.

Melhor filme no Festival de cinema em Veneza e Lauzane e medalha de ouro do Comitê Olímpico em 1948, quando o sonho de um Reich milenar já havia se desintegrado. Duração de 3 horas e 42 minutos, foi exibido nos cinemas em duas partes: Ídolos do estádio (118 min.) e Vencedores olímpicos (107 min.). “Elegia sobre a juventude, dedicada aos mais altos ideais do desportismo, aqueles jovens que cedo demais iriam se matar uns aos outros”, Kael. Considerado um dos dez maiores documentários de todos os tempos pela crítica mundial.

Manhattan (1979)

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Entre despedidas e chegadas é que Woody Allen, sempre presente, conta mais uma história sobre o amor por uma cidade, pela vida e pelo romance. Interpretando um escritor de meia-idade que acaba de divorciar-se da esposa (Maryl Streep) e está a se relacionar com uma garota de 17 anos, Tracy (Mariel Hemingway), o personagem de Woody, Isaac Davis, vai se envolver em mais um embaraço de sentimentos ao se apaixonar pela amante de seu melhor amigo, Mary Wilkie (Diane Keaton). Ela, ao corresponder essa paixão, percebe na rejeição seu verdadeiro amor. No fim, que pode ser um começo para o personagem de Woody, ele vê que seu grande amor era a pequena Tracy, que está a embarcar para Londres. Dúvidas e poucas respostas. Isaac fica sozinho à espera de novos e velhos amores.

Moça com Brinco de Pérola (2004)

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Na Holanda do século XVII vive a jovem Griet (Scarlett Johansson), camponesa que devido às dificuldades financeiras do pai vai trabalhar na casa de Johannes Vermeer (Colin Firth), o grande pintor. O filme dirigido por Peter Webber, com roteiro adaptado de Olivia Hetreed, conta uma visão fantasiosa de como a ideia do quadro, Moça com Brinco de Pérola, surgiu. Ao limpar o ateliê do artista a moça é avistada por ele e claramente o deixa inspirado por sua beleza. Então Vermeer, pintando toda a sutileza e a simplicidade da camponesa, desenvolve um de seus mais famosos quadros. Uma paixão contida nas cores e uma leveza eternizada no drama de Webber.

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