Prateleira. Ed. 178

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Justa: Aracy de Carvalho e o Resgate de Judeus – Mônica Raisa Schpun

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Poucos sabem da sua caminhada. Do nascimento no Paraná à troca do Brasil pela Alemanha nazista. Aracy de Carvalho, muitas vezes conhecida como a ‘esposa de Guimarães Rosa’, disse muito mais que isso. Ao batalhar por mais de um ano por um trabalho no Consulado brasileiro na Alemanha (era desquitada nesse momento, tornando mais difícil sua aceitação em sociedade), quando conseguiu mostrou que sua passagem não era e não foi em vão. Mônica Schpun, em Justa, detalha os feitos de Aracy por lá, ajudando judeus a fugirem do ódio nazista e se instalarem no Brasil. Justificando o título e dando visibilidade a uma grande mulher brasileira.

Missoula – Jon Krakauer

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Denunciando um problema social que não permanece somente em Missoula, cidade universitária de Montana, nos Estados Unidos, Jon Krakauer, autor de No ar rarefeito, dá voz às vítimas do estupro que ocorreram nesse lugar. Na tentativa de alertar a uma complexidade em torno desse crime, mostrando suas controvérsias no crédito à palavra da vítima aos argumentos de que as mulheres “inventam o estupro”, Krakauer vai ao cerne da questão, o sistema judicial que falha, a abordagem que choca e o fim óbvio: a vítima e sua palavra.

Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

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O sempre atual Huxley em seu clássico de 1932 narra o hipotético futuro onde as pessoas têm suas características biológicas e psicológicas pré-determinadas. Nesse romance distópico da ficção científica, a sociedade é dividida por castas e muitas análises mostram que o autor quis mostrar o pesadelo que estava por vir. Hitler tomou o poder na Alemanha em 1933. Apresentando sua visão de humanidade desumanizada o Admirável Mundo Novo de Huxley é sempre atual e necessário.

A Invenção da Solidão – Paul Auster

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Paul Auster nasceu em 1947 em Newark, Nova Jersey, nos Estados Unidos. Estudou, na vida e na academia, a literatura. Dedicação e liberdade são vistas em suas linhas. Ao tratar da memória em A Invenção da Solidão, Auster desbrava a questão paternal, da sua experiência como filho e como pai. O que herdamos e o que transmitimos. Das suas recordações pessoais a comentários sobre a literatura, pintura e filosofia. Esbarrando na coincidência libertária de propósito, ele, sem querer, chegou ao seu destino: ser um instrumento da memória.

Poemas do Brasil – Elizabeth Bishop

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Viveu vinte anos no Brasil e não deixou em branco o papel da poesia sobre esse tempo cá em terras tupiniquins. Juntou Descoberta, Paixão, Distanciamento, Rejeição e Perda em “Uma arte”. Do Brasil, de Bishop e da poesia. Dos detalhes da sua “Chegada em Santos” à sua vista “Pela janela: Ouro Preto”. Não deixou escapar nada, em tudo via letra e emoção, foi então para as linhas, lindas e lidas, em seus Poemas do Brasil.

Diálogos Oblíquos

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34 escritores latino-americanos concedem uma entrevista à Bella Jozef, uma das nossas maiores especialistas e críticas da literatura hispano-americana. Esse diálogo, que muitas vezes parece oblíquo, carrega os tantos pensamentos desses escritores sobre sua profissão. Entre os tantos 34, Bella nos aproximou de Octavio Paz, Jorge Luis Borges, Luisa Mercedes Levinson e Zoe Valdés. E nessas linhas sobre linhas conseguimos compreender um bocado do mundo da escrita para grandes dos nossos escritores.

O Livro do Riso e do Esquecimento – Milan Kundera

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Tendo como pano de fundo a invasão russa da Tchecoslováquia, Kundera analisa no seu romance questões sempre existenciais, como a memória e o esquecimento, o amor e a sexualidade, o riso do diabo e o riso dos anjos. Utilizando como cenário a Europa inteira, Kundera mais uma vez vai a fundo à sensibilidade. 

A Metamorfose – Franz Kafka

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Essa novela de Kafka foi publicada pela primeira vez em 1915, mas em 1912 ela já estava pronta. Concluída em 20 dias. Nesta obra, ele descreve um caixeiro viajante que abandona suas vontades e desejos para sustentar sua família. Na corrida dos pagamentos de dívidas e cobranças da sociedade, o personagem Gregor sofre uma Metamorfose, se transforma num inseto, descrito no livro como uma barata gigante. Diante de todas as dificuldades com esse problema o personagem permanece fixo no corriqueiro, preocupa-se em chegar a tempo no trabalho.
Kafka começou a escrever nos seus momentos livres, iniciou com os contos. Por toda a sua vida reclamou por não poder dedicar mais tempo à literatura. O trabalho e a vida cobram pela liberdade do prazer, pela liberdade do complexo ofício de escrever.

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