Do mar às linhas: Coletivo Marianas

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Foto: Larissa Grabowski

 

Seria impróprio não usar do espaço para demonstrar a primeira pessoa que há no tema. A literatura é aquele lugar aonde me encontro e me perco. É o lugar que escolhi e que me escolheu. Do clichê amoroso ao profissional. Estudo, pesquiso e faço. Mas há uma especificidade. Estudo literatura de mulheres. Mulheres marginais no caso atual. Portanto, estar rodeada nesse meio só me faz querer mais dele. O casamento que deu certo.

Procuro entender, por meio da história e da leitura dessa literatura, qual foi o caminho, ou caminhos, que essas mulheres, em suas múltiplas facetas, chegaram ao que temos hoje. Resquícios de um passado calado, onde buscamos essas vozes, ou melhor, essas letras, que saíram e foram ofuscadas ou, até mesmo, que não saíram. E o por quê.

Virginia Woolf, em Um Teto todo seu, contou um pouco do que uma mulher precisa para driblar os maus feitos de uma sociedade que ainda limita a mulher artista e, não somente a artista, escrever. A mulher precisa ter uma independência. Ter seu espaço e seu dinheiro. Carolina de Jesus, em Quarto de Despejo: diário de uma favelada, contou que a miséria atrapalha a vida. Só se escreve de barriga cheia. Porém ambas existiram e escreveram. Cada uma à sua maneira. Encontraram as dificuldades de ser uma escritora mulher e, ainda assim, encheram linhas.

Sabemos que a literatura não tem sexo. A arte é livre. E que assim seja. Mas sabemos também que a pobreza da mulher, a qual Virginia Woolf conta em seu livro, essa pobreza histórica, acarretou muitas vezes em abandonos de sonhos, vontades e prazeres. Esses abandonos, muitas vezes, nem chegaram a ser opção. Pois “vontade própria” não tinha no cardápio.

Nossa voz hoje ecoa mais alto. Buscamos mostrar vozes passadas e perpetuar as atuais. Das Carolinas, das Virginias, das Marianas. Sabemos não ser fácil. Mas sabemos o que queremos. E queremos continuar escrevendo e dizendo que, sim, existe essa opção a todas nós. “A mulher veio ao mundo com uma missão: a de reinventar o universo” já dizia a escritora latina Zoe Valdés.

Conheci Marianas por uma amiga. Ela me colocou nesse grupo virtual e por um tempo fiquei na “espreita” às observando. Decidi saber mais. Aprender com elas. Dito e feito! Além de aprender com Marianas, percebo que a nossa literatura e, não só a da mulher, vive. Esse coletivo feminista, que hoje tem entre 100 participantes, mostra isso. E elas não param, escrevem em revistas, blogs, páginas pessoais e, mais recentemente, publicaram um livro de edição e selo próprio, dez delas participaram. Marianas crescem e organizam eventos de saraus, récitas e encontros das autoras. Virtualmente, por meio do site e da página do Facebook (Coletivo Marianas), chamam e acolhem. A arte de Marianas é para o consumo de todas e todos.

Chamei para conversar duas delas – Andréia Carvalho, Maria Lorenci –, ambas já publicaram livros nessa leva. Cada palavra dessa entrevista inspirou na continuidade da minha escrita. E elas não fazem diferente com quem as leem e conhecem.
Aprendo com Marianas e, como elas contam, esse é mais um dos objetivos delas. Empoderar outras.

Por fim, pois muito de mim já saiu, Simone de Beauvoir, ao responder a pergunta “O que é literatura?” diz que é uma investigação. O escritor nunca sabe o que encontrará no final. Que se escreve para saber por que se escreve. E para ela, confesso que concordo, essa é a única verdade que existe: a obra literária. Que é a relação do autor com o mundo, com o seu mundo.
Conheçam a verdade de Marianas, conheçam Marianas.

 

O coletivo Marianas é a continuação do projeto Meninas que Escrevem em Curitiba. Contem a história de vocês, do antigo e do novo projeto.

Andréia Carvalho

Andréia Carvalho. Foto: Larissa Grabowski

Andréia Carvalho: Em 2014 realizei uma chamada em rede social para reunir escritoras e artistas residentes em Curitiba. Porque conhecia pessoalmente muitas autoras na cidade (atuantes, aspirantes e iniciantes), mas que não ilustravam resultados de pesquisa digital como resposta aos termos escritoras, poetas ou artistas atuantes em Curitiba. Uma integrante foi indicando outra e usávamos o slogan “Meninas que escrevem em Curitiba” (ME), referenciando a proposta de nos unirmos presencialmente para fomentar a divulgação dos trabalhos culturais produzidos pelas mulheres. Durante um ano realizamos diversos eventos culturais (saraus, recitais, lançamentos de livros) em Curitiba e outras cidades do Paraná.

Em 2015 partimos para a segunda etapa, assumindo a prática feminista como tópico principal para direcionamento das ações. Sempre brincamos que deveríamos “crescer”. Enquanto “meninas” achávamos que não estaríamos sendo prepotentes ao relevar o nosso trabalho, por ser um termo “meigo”. Ou seja, agíamos como fomos ensinadas: sendo discretas e boas moças, até na intenção do nome. Mas era preciso assumir verdadeiramente nosso intento feminista. Naquele momento optamos por nomear o coletivo de forma a homenagear Mariana Coelho, educadora e escritora, e uma das pioneiras no âmbito da discussão do feminismo no Paraná.

Sem deixar de manter as atividades da primeira fase, Marianas pretende, além disso, parceria com outros coletivos feministas e a produção de mídias coletivas ou publicações (impressas e digitais). Incluirá, também, autoras e artistas de outros estados e países.

Maria Lorenci

Maria Lorenci. Foto: Larissa Grabowski

Maria Lorenci: Comecei declamando um poema meu (de 2009) no 2º sarau das meninas, em fevereiro de 2014 a convite da Carla Ramos e da Andréia Carvalho. Nunca havia visto nenhuma delas. Dividi o palco com a Elciana Goedert, e fiquei muito impressionada com a qualidade dos trabalhos. Fui muito bem acolhida e incentivada a continuar escrevendo. Naquele ano escrevi praticamente todos os poemas do meu livro, Playlist para poemas selvagens.

Em 2015, quando o grupo evoluiu para “as Marianas”, eu já havia sido publicada na antologia “Herdeiras de Lilith”, e tinha perdido o medo de lançar um livro. Quando a “Coleção Marianas” foi idealizada, eu tinha um livro totalmente pronto, e procurava duas coisas: uma boa editora e dinheiro pra pagar a publicação. Encontrei as duas coisas, e cá estamos…

 

Por que Marianas?
M.L.: Marianas tem a ver com as “fossas Marianas”, grandes profundidades do Oceano Pacífico (que simbolizam a maior profundidade de nossos escritos e de nossas ações). E tem, principalmente, a ver com Mariana Coelho, escritora e ativista portuguesa radicada em Curitiba no início do século passado, que por sua atuação em benefício da literatura e por seu discurso feminista nos serve de inspiração.

 

Por que somente mulheres no grupo?
A. C.: Não há como manter a coesão em um grupo feminista com a participação masculina, justamente pelo protagonismo feminino, que é tema central do coletivo. As pautas e demandas feministas defendidas pelo Coletivo Marianas giram ao redor da divulgação exclusiva da produção cultural realizada por mulheres, pois é onde o desequilíbrio existe (na divulgação). Além disto, desde a criação de peças publicitárias à organização e registro de eventos, priorizamos a ação de mulheres para a execução dos trabalhos, revelando que profissionais mulheres são tão qualificadas quanto profissionais homens. É uma forma de empoderamento e confiança.

 

Sendo um coletivo e também um grupo de escritoras vocês acham que a literatura de vocês tem o papel de trazer debates feministas e de empoderamento às mulheres?
A. C.: Nossas ações são realizadas justamente para fomentar a discussão feminista, tanto internamente quanto publicamente, já que em reuniões virtuais ou presenciais, sempre debatemos e compartilhamos tópicos relevantes para as demandas feministas. O fato de termos de criar um grupo de mulheres para alavancar e tornar conhecido o seu trabalho já revela o quanto esta ação é ainda necessária, tanto para as próprias integrantes quanto para os que nos acompanham quando convidados a assistir nossas leituras ou conhecer nossos lançamentos de publicações. Coletivamente é mais eficiente, pois alcançamos um público maior e conseguimos mostrar que existem muitas mulheres produzindo literatura em uma cidade que tem como emblema poetas e artistas homens. É desafiador ser artista mulher em uma terra de leminskis, trevisans, turins e lazzarottos, como aponta o Google na primeira página dos resultados de pesquisa. As mulheres estão citadas em páginas posteriores e nunca em relevância significativa. Alimentar o “Google” com nomes de mulheres é fundamental na era digital. Esta também é uma das nossas ações e por isso nossos eventos são sempre públicos e com divulgação digital.

 

A literatura como profissão e prazer chegou mais tarde às mulheres, tivemos e temos escritoras marginalizadas e, ainda, por um tempo, a mulher teve que seguir certos padrões para ser aceita no meio intelectual. Como vocês se sentem sendo escritoras na atualidade? Existem barreiras?
M. L.: Escrevi amadoramente minha vida toda. Nos últimos dois anos é que pensei que o meu trabalho poderia ser fonte de alegria e reflexão para outras pessoas. Penso que a escrita cura, assim como a leitura. Não há nada melhor, para “matar um fantasma” que anda incomodando a nossa vida, do que escrever. Tira as emoções de dentro da gente e nos coloca disponíveis para novas experiências. Claro que há obstáculos, claro que a gente se limita e censura, claro que muito do que vem a nossa mente acaba sendo deixado de lado em nome das correrias do dia a dia e, claro, que topar com machismos e ciumeiras que existem no meio é chato, mas vale a pena cada palavra escrita.

 

Existe uma escrita feminina?
A. C.: Existem padrões que se desenvolvem pela cognição e fruição e, logicamente, as estruturas biológicas e sociais interferem nos processos, tanto de recepção quanto criação de textos, mas considero que existe uma escrita produzida tanto por mulheres quanto por homens (cis ou trans) e que pode ser mais feminina pela utilização de recursos simbólicos ou subjetivos. Conheço autores e autoras que produzem textos carregados de imagética, sentimentalismo, sensibilidade onírica e discurso metafórico. Considero estes parâmetros femininos, por simples facilidade de especificidade psíquica. Portanto creio que existe uma escrita feminina, mas que independe do gênero. Os simbolistas e surrealistas, nesta consideração particular, são representantes desta escrita feminina que pontuo. Não se pode estereotipar nenhum tipo de escrita, considerando apenas o sexo biológico. Pode-se ampliar e reforçar a etiqueta: escrita por mulheres, ao classificar um texto, mas apenas para mostrar que sim, existe muita produção executada por elas, e que poderá ou não ser “feminina”. A escrita ativista, carregada de elementos que expressam um discurso social direto, utilizado para denúncia ou conscientização, em minha opinião, é masculina, já que se projeta sem os volteios estilísticos citados anteriormente.

“Não se pode estereotipar nenhum tipo de escrita, considerando apenas o sexo biológico” – Andréia Carvalho

M. L.: Penso que existem mulheres escrevendo. E que, como qualquer pessoa, escrevem sobre o que lhes interessa e emociona. Por exemplo, eu escrevo sobre coisas que eu vivo e também sobre coisas que eu sonho. E, muitas vezes, sonho com batalhas, massacres, tragédias etc. Assim, minha escrita pode ser urbana, romântica ou crítica. Ou xamânica, violenta até. Acho que é meio assim com todo mundo. Independente de gênero.

 

Há menos de três meses vocês lançaram uma coleção de livros com edição própria. Como foi o processo? São livros de poesias ou também há outros gêneros?
A. C.: A ideia era de não depender de intermediários para venda de nossos próprios livros. Um número maior de autoras solicitando impressão conjuntamente possibilitou um menor investimento por parte de cada uma, tanto no processo de diagramação quanto na solicitação de cópias. O investimento nos retorna integralmente, desta forma. Cada autora é responsável pelo seu conteúdo e pelo seu investimento inicial e tem para si todo lucro obtido com a venda de seus livros. Uma das “marianas” (Vera Albuquerque) é responsável por uma editora (Bolsa Nacional do Livro) e nos auxiliou com o processo de aquisição de ISBN e com a logística de tudo, não nos exigindo comissão. As ações de divulgação e lançamentos com um conjunto de autoras é facilitadora do fomento que precisamos, pois quando uma autora divulga seu livro nesta coleção, também está divulgando o de outras autoras. Inicialmente foram 10 autoras que já tinham livros prontos e que se propuseram a “testar” a ideia, abrindo mão de diferenciações em seu projeto gráfico, já que seguimos um padrão nas capas e no material impresso. O fato de contarmos com a cooperação de uma editora gerenciada por uma mulher, tendo também o trabalho de uma diagramadora mulher é coerente com nossa intenção feminista de valorização do trabalho feminino.

Pretende-se que todas as integrantes do coletivo tenham seus livros publicados por este selo (seja prosa, poesia, fotografia, ilustração, romance ou tradução) e dependemos apenas de que os livros nos sejam enviados em concordância com a padronização da coleção e com os prazos e valores estipulados pela equipe responsável pela impressão e aquisição de ISBN.

M. L.: A Coleção Marianas (primeira fase) se compõe de dez livros. Tem o da Mayra que é de crônicas, e o meu, que tem poemas e alguma prosa poética. Todos os demais são de poemas. Somos dez “pra começar”: eram aquelas que tinham livros em condições de ser editados e que se dispuseram a embarcar na aventura. Foi difícil, exigiu muito de nós, mas o processo acabou sendo facilitado pelo apoio que oferecemos umas às outras. Uma excelente experiência.

 

Como vocês veem o cenário da literatura paranaense atual?
A. C.: Como no resto do país e também do mundo: muitos autores sem apoio para publicações, dependendo de editais com burocracias abusivas e comissões absurdas, onde a editora e a livraria lucram com o trabalho do escritor, como se o mesmo fosse menos que um empregado, já que ganha (quando ganha) 10 % da venda de sua obra. O diagramador, o ilustrador e o editor e a “loja” exigem o pagamento e a valorização dos seus trabalhos. O autor deve ficar feliz por ser publicado e ter seu trabalho divulgado gratuitamente pela propaganda do produto (que é como seu livro é visto). Sua escritura não é comercialmente considerada como resultado de um trabalho, como acontece com uma música ou um quadro, por exemplo.

Destacam-se os autores e editoras que se retroalimentam com este ciclo capitalista, hostil para autores da periferia ou os que não têm condições de arcar com o investimento inicial solicitado para sua primeira publicação.

Destacam-se os autores que contam com indicações de amigos e conhecidos que dominam a veiculação de informações nos programas culturais em rede televisiva e em periódicos impressos populares, como os jornais lidos pela maior parte da população.

Sem considerar as publicações e seus destinos, percebo e procuro acompanhar diversos grupos de escritores paranaenses, unidos para organizar eventos culturais e fomentar a literatura do estado, como acontece no país todo, já que a efervescência cultural atual é facilitada pelos contatos de redes sociais em todos os locais.

M. L.: Vejo o cenário literário paranaense da mesma forma que todo o cenário artístico: há muitas ideias, mas pouco se pode colocar em prática, pois acaba esbarrando em burocracia e falta de dinheiro. Há publico, há artistas, tudo isso de sobra. Mas falta incentivo pra juntar as duas partes. Culpa de quem? Um pouco da classe, um pouco do governo.

 

Qual o futuro do escritor no Brasil?
A. C.: O futuro de um escritor nunca foi promissor, tanto que são raros os casos de escritores que se dedicam exclusivamente para a sua produção literária. E não será fonte de renda segura até que os autores entendam que podem executar ações que interrompam o pensamento dos mercadores de livros, investindo em publicações independentes e, principalmente, apoiando ações de autores desconhecidos, comprando livros dos mesmos. São os escritores e escritoras que devem desapegar-se do que dita a mídia e a crítica literária formal, patriarcal e mercadológica.

Vejo também uma discrepância em notícias sobre a falta de vendas de livros. Compro muitos livros e conheço muitas pessoas que também preferem comprar livros. Esta conversa é para convencer os escritores que eles não devem exigir pagamento pelo seu ofício? Começar a enxergar desta forma talvez comece a minar a perpetuação de notícias desanimadoras e tendenciosas. Exigir que a literatura seja fomentada nas escolas, de forma a contemplar a verdadeira realidade dos diferentes estilos e distintas percepções também funcionará. Talvez seja uma resposta otimista demais, mas sou escritora. Ao menos, tento. Não tenho alternativa. Preciso escrever e gosto de ter um livro físico meu, já que passei a vida toda carregando livros de outros.

M. L.: A tendência é melhorar sempre. A aceitação dos livros e publicações virtuais só aumenta. E penso que o povo anda lendo mais. É devagar, mas está melhorando. Se o governo não atrapalhar…

 

O que escrever significa e qual o papel da literatura?
A. C.: Escrever significa traduzir a percepção de mundo usando letras (compreensíveis ou enigmáticas). Há quem use notas musicais, tintas, esculturas, alimentos, tecidos, arquiteturas, pixeis, máscaras, luzes e movimentos. Sem nossas traduções, creio que falharíamos em manter a memória humana para os que virão, e já estaríamos beirando a extinção. A literatura possibilita nos direcionarmos através da escrita produzida por outros humanos. Por isto é injusto rotular a literatura com normas estipuladas por um grupo de percepção única. É opressor e improdutivo para toda consciência humana que aprende e memoriza melhor o mundo tendo a linguagem escrita como matéria afetiva. A literatura pode servir uma causa social, sendo escancaradamente denunciativa do tema em seu discurso anunciativo, tanto como pode ser hermética, simbólica ou fantasiosa, agindo como instrumento de sensibilização pessoal para que o escritor se torne uma pessoa mais forte psiquicamente, podendo assim enfrentar sua realidade e tolerar ou defender sua causa com outros tipos de ferramentas.

M. L.: Pra mim, escrever é uma forma de conhecer a mim mesma, me permitir visitar lugares escondidos da minha alma e contar como são estes lugares. O meu papel enquanto escritora é abrir para outras pessoas as portas da reflexão e do autoconhecimento.

 

Quais são os projetos futuros das Marianas?
A. C.: Os planos futuros são a continuidade de nossos objetivos iniciais: propiciar por meio de atividades reais a prática da divulgação da arte e da literatura produzida por mulheres. Também organizar e participar de eventos culturais em outros estados, publicar mais “marianas” e interagir com outros coletivos que nos ensinem a diversidade cultural das etnias e dos gêneros.

M. L.: Projetos futuros: tenho outro livro de poemas pronto, aguardando passar o período de vendas do “Playlist” para ser editado. Tenho também um romance em fase de revisão e um projeto conjunto de e-book com a escritora (e também Mariana) Rosa Maria Mano, do Rio de Janeiro. Queremos continuar editando a Coleção Marianas, promover mais saraus poéticos em Curitiba e expandir pelo Brasil.

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