Estresse um mal moderno?

rupestre

A resposta é não, sem dúvidas que não. Então nossos avôs tinham estresse? Claro que sim, e mais, nossos ancestrais também. Só que, claro, ema, ema, ema, cada um com seus problemas. Pertinentes à fase que viveram, e os problemas compatíveis à elas.
Pensem no homem das cavernas, como fazia para se alimentar? Caçava, obviamente, não tinha a mordomia dos deli veres! – “É do Mac Donalds?, Me manda um cheese mamute na caverna 21”. A caça era de animais muitas vezes de grande porte. Como faziam?

Estressavam-se, porque o estresse para o nosso organismo representa um mecanismo maravilhoso de preparo para lutar ou fugir. Como se dá? Pupilas se dilatam, aumentado nosso campo visual, nossa respiração fica mais rápida para melhor oxigenação de nossas estruturas, o coração bate mais rápido para bombear mais sangue, elevando a pressão arterial, as extremidades ficam pálidas e frias, pois o sangue vai para os órgãos nobres (Cérebro, rins, músculos). Uma vez a situação definida, o organismo retoma seu estado natural e tudo volta ao normal.

O que fazia o homem das cavernas após a luta? Descansava, relaxava, pois tinha resolvido o seu problema. Com isso, intuitivamente, estava de acordo com a premissa básica do controle do estresse, qual seja, toda a situação estressante, pressupõe uma ação física. Por quê? Porque após a ação física vem um relaxamento natural da musculatura, que nos permite o descanso.

E hoje em dia? Não precisamos mais lutar fisicamente para conseguirmos nosso alimento, está tudo pronto no supermercado, temos os deli veres, etc… Sem ação física há dificuldades no relaxamento, com isso temos tensões musculares, insônia, ansiedade e depressões.
Nossos problemas deixaram de ser físicos e passaram a ser mentais. Nossos mamutes são nossos carnês de prestações, nossos relacionamentos afetivos, etc… Temos também, o bombardeamento de informações, com a globalização, o mundo está todo interligado. Por isso sabemos tudo em tempo real.

Como exemplo prático, pense quando seus avôs precisavam de água na época deles, iam até o poço e faziam grande esforço físico para obterem sua água. Hoje em dia, vamos até o supermercado comprar nossa água. No caminho somos bombardeados por informações, sejam pelo rádio do carro, placas pelo caminho, luzes, buzinas, etc… Não temos mais o mesmo esforço físico deles, mas temos um desgaste mental muito maior. Estamos ligados 24 horas, estamos à disposição.

Celulares, e-mails, redes sociais, tudo ao nosso dispor, e nós ao dispor dos outros, claro! Depois não sabemos porque viemos tão cansados. “Doutor, eu acordo cansado” – Claro, dorme mal, tenso, sem tempo para atividades físicas e de lazer, marcando mais compromissos do que pode dar conta. Resultado final. Estresse em cima de estresse. Remédio? Mudanças urgentes no estilo de vida. Não exagere, vá devagar. Não precisa viver um homem das cavernas, mas que tal usar um pouco a sabedoria de nossos avôs?

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