Música Erudita. Ed. 179

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Gustav Mahler

Mahler

Gustav Mahler ficou conhecido por suas declarações polêmicas, como esta: “Três vezes apátrida, natural da Boêmia entre os austríacos, austríaco entre os alemães, judeu em todo o mundo”, ou a famosa premonição que fez de sua própria obra quando disse: “Meu tempo virá!”.

A música misteriosamente romântica e moderna desse homem que trabalhou toda sua vida em ambientes de intrigas, exerceu, com sua escrita inovadora, grande influência sobre a geração seguinte de compositores, chegando a ser considerada a obra precursora dos três expressionistas vienenses: Schonberg, Webern e Berg.

Em 1897, quando deixou de ser judeu e converteu-se ao catolicismo apostólico romano, tornou-se o diretor da ópera da Corte de Viena. Este cargo ocupado por Mahler é lembrado ainda nos dias de hoje. Sabe-se que ele era terrível com cantores ou instrumentistas que se achavam muito importantes, e demitia sumariamente aqueles que entendia como fora dos padrões estipulados por ele.

Gustav Mahler, apesar de dedicar uma boa parte da sua vida à ópera, nunca escreveu uma. Em 1889, Mahler conduziu sua primeira sinfonia, a qual descreve como sendo um “poema sinfônico”. Casou-se em 1902, com Alma Schindler, que também era compositora e musicista.

Apresentou-se pela primeira vez nos EUA em 1º de janeiro de 1908, no Metropolitan Opera House de Nova York e foi indicado, em 1909, para ocupar o cargo de regente da Orquestra Filarmônica de Nova York.

Mahler escreveu 10 sinfonias, mas foi em sua sétima sinfonia que ele mostrou um verdadeiro avanço para o modernismo. Podemos considerá-lo como um artista da transição entre o romantismo tardio e a vanguarda da segunda escola de Viena.

Suas criações polifônicas e seu virtuosismo na condução de orquestra fazem de Mahler um dos grandes nomes da música moderna, pois como afirma o maestro e compositor Pierre Boulez, “o que torna Mahler contemporâneo é a amplidão e complexidade de seus gestos, a variedade e intensidade do seu grau de invenção – e não só contemporâneo, mas indispensável, hoje, para quem quer pensar sobre o futuro da música”.

Mahler teve uma vida marcada por grandes tragédias familiares e só conseguia trabalhar entre intrigas e ambientes hostis; vários de seus amigos morreram, ou ficaram loucos, ou se suicidaram. Foi envolvido nessa vizinhança adversa que Mahler criou quase toda sua obra.
Mahler teve uma morte prematura em 18 de maio de 1911, após ter sofrido uma forte infecção sanguínea.

A grande música barroca

A palavra “Barroco” é provavelmente de origem portuguesa, significando pérola ou joia no formato irregular. De início era usada para designar o estilo de arquitetura e da arte do século XVII, caracterizado pelo excesso de ornamentos.

Mais tarde, o termo passou a ser empregado pelos músicos para indicar o período da história da música que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte de J. S. Bach.
A música barroca é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e de sonoridades fortes com suaves.

 

Música vocal

Orfeu, do compositor Montiverdi (1567-1643), escrita no ano de 1607, é a primeira grande ópera. Ópera é uma peça teatral em que os papéis são cantados ao invés de falados. A ópera de Montiverdi possuía uma orquestra formada por 40 instrumentos variados, inclusive com violinos, que começavam a tomar o lugar das violas.

Alessandro Scarlatti (1660-1725) foi o mais popular compositor italiano de óperas. Na França os principais compositores de óperas foram Lully (1632-1687) e Rameau (1683-1764). Nascido na mesma época da ópera, o gênero Oratório é outra importante forma de música vocal barroca. O oratório é um tipo de ópera com histórias tiradas da Bíblia.

Com o passar do tempo os oratórios deixaram de ser representados e passaram a ser apenas cantados. Os mais famosos oratórios são os do compositor alemão Haendel (1685-1759), do início do século XVIII: Israel no Egito, Sansão e o famoso Messias. As Cantatas são oratórios em miniaturas e eram apresentados nas missas.

 

Música instrumental

Durante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma. No início a palavra ‘orquestra’ era usada para designar um conjunto formado ao acaso, com os instrumentos disponíveis no momento. Mas no século XVII, o aperfeiçoamento dos instrumentos de cordas, principalmente os violinos, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos passaram a ser o centro da orquestra, à qual os compositores acrescentavam outros instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos. Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia. Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a suíte e o concerto.

 

Principais compositores barrocos:

A. Corelli (1653-1713)
A. Scarlatti (1660-1755)
A. Vivaldi (1678-1741)
D. Scarlatti (1685-1757)
J. S. Bach (1685-1750)
G. F. Haendel (1685-1759)

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