Prateleira. Ed. 179

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José Saramago do cinema ao teatro

José Saramago teve íntimo envolvimento com o cinema. A mais famosa adaptação de uma obra sua foi Ensaio sobre a Cegueira, dirigido por Fernando Meirelles em 2008, a publicação do livro ocorreu 13 anos antes. Embargo (2010), de António Ferreira, nasceu de um conto homônimo do livro Objecto quase. O livro A jangada de pedra (1986) também foi adaptada para o cinema. Dirigido pelo holandês George Sluizer em 2000. Além disso, o gajo fez participações em documentários, cedendo entrevistas.
Saramago também escreveu cinco peças. Ele dizia: “não me considero um dramaturgo, as cinco peças de que sou autor nasceram todas por solicitações exteriores”. São elas: A noite, Que farei com este livro?, A segunda vida de Francisco de Assis, In Nomine Dei e Don Giovanni ou O dissoluto absolvido.

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1984 – George Orwell

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Personagens bem marcados e traçados por uma linha vigorosa de personalidades, uma trama forte e seca e um tom de sátira e ironia. É dessa forma que 1984 entra para o grupo dos grandes clássicos modernos. E não é nem de longe só isso. Visto muitas vezes como uma fantasia de horror quase cômico e totalmente contra o comunismo da já extinta União Soviética, neste momento controlado por Stálin, o último romance de Geroge Orwell conta como Winston, seu herói, vive em uma sociedade completamente dominada pelo Estado, neste caso autoritário e sempre vigilante. Mesmo com as inúmeras pesquisas literárias e históricas feitas do livro, ele ainda impõe reflexão, seja ela ficcional ou científica.

Gabriel García Márquez: Viagem à semente

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"Uma biografia obsessiva”. É o que encontramos ao abrir o livro escrito por Dasso Saldívar, jornalista e crítico literário colombiano. Ele queria entender, conhecer e descobrir o García Márquez. Ler suas obras era pouco, ele queria, verdadeiramente, descobrir quem era o “mago” de Aracataca e conhecer como o escritor chegou a Cem anos de solidão. Mas na sua pesquisa encontrou mais, viu mais. A vocação jornalística e literária de García Márquez crescia num meio cheio de superstições e “crendices de mulher”, como o avô do escritor dizia. Gabito ficava assustado, atento e anotando tudo. E claro, há mais, sempre mais para dizer sobre o fascinante Gabriel. 

Feliz por nada – Martha Medeiros

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209 crônicas reunidas. Uma mais bela que a outra. Uma mais sensível que a outra. Uma maneira simples de escrever que toca e reencontra. Pois bem, Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e está por aí a contar suas linhas. Fala do abraço, de Deus, da mulher, do escritor. De todos os assuntos que aparecem. E não há necessidade de gostar de abraço, de ser cristão, de ser mulher ou escrever para se identificar. A beleza é percebida e basta uma pequena atenção, uma pequena leveza de alma para enamorar-se de suas crônicas e da própria Martha. 

Viajante Solitário – Jack Kerouac

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“Kerouac foi um sopro de ar fresco... uma força, uma tragédia, um triunfo e uma influência duradoura, e essa influência ainda está entre nós.”

Norman Mailer

 

Kerouac queria alcançar a poesia com esse livro. Das viagens pelos Estados Unidos do sul às costas oriental e ocidental e, também, ao extremo noroeste. Do México, Marrocos, Paris e Londres. Dos navios que passaram pelos oceanos Atlântico e Pacífico. E das pessoas e das cidades interessantes neles todos incluídas. Com toda sua criatividade e olhar único, Viajante Solitário alcança a delicadeza proposta, representa um mundo disponível para visita, o mundo de Jack Kerouac.

Inimigos, uma história de amor – Isaac Singer

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Das situações fantásticas ao ato de viver. Qual é o mais misterioso? Não se sabe. Não nas obras do polonês Isaac Singer. A fantasia e a realidade se confundem num jogo estranho onde as duas situações são fascinantes. Cada uma à sua maneira. E esta é a história de um amor de três pessoas, que às vezes chega a ser quatro. Com evidente maestria, Singer constrói essa história que hoje também é filme.

História do Pranto – Alan Pauls

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Ele não seria quem é se não fosse sua extensa capacidade de criar grandes personagens e, também, de narrar, com apoio da prosa jornalística, com todo um estilo de sintaxe. Cria as narrativas mais fluidas e inesquecíveis em uma frase, um parágrafo, um capítulo, um livro. Em História do Pranto ele se concentra no sentimento e na obsessão de um herói masculino e inocente. Um jovem tão doce que não consegue ceder a nenhuma maldade, a nenhuma chantagem. Nem as falsas emoções o enganam. Uma bondade inexplicável e sentida. 

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