Prateleira. Ed. 184

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A longa viagem perto de casa

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Há beleza em conhecer a História. E mais, há beleza em conhecer a nossa História. A que está perto, a que construíram com o tempo e com a pena. E também a que aos poucos, de pedaço em pedaço, ajudamos a colocar à vista. Vera Maria Biscaia Vianna Baptista escreveu, de maneira eficiente e bela, parte disso que há, disso que será. Em seu livro A longa viagem perto de casa ela contou a participação espanhola na caminhada do Paraná, mostrou que há ausência nessa historiografia e deixou sua lacuna menor. Diante desse contexto trouxe a trajetória da família Biscaia, de origem basca, que emaranhada em outras famílias, viveu nessas terras e ajudou a levantá-la.

Livro para ter por perto, para acompanhar detalhes, imagens e, por fim, inquietar-se. Pois é isso que faz a História, alarma-nos a conhecer cada vez mais. E é isso que fez Vera, nos encantou com a riqueza que fica e que sempre será.

Beethoven: a música e a vida

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Escrita por um dos maiores especialistas em Beethoven, o musicólogo Lewis Lockwood, a biografia Beethoven: a música e a vida traz ao leitor um completo arquivo sobre o compositor alemão. Combinando aspectos pessoais, toda a sua infância em Bonn, seu contato prodigioso com o piano, sua viagem em busca de Mozart, a consolidação do talento, o início da surdez e da solidão, sempre angustiante e maior. Lockwood, a partir da biografia do Beethoven não deixa de analisar suas composições com os momentos de sua vida.

Retrato de uma Senhora

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O romance de Henry James publicado em 1881 narra a história de Isabel Archer. A protagonista quer aproveitar a vida e tenta por em prática seus objetivos ao chegar à Inglaterra, vinda dos Estados Unidos. O autor é bastante perspicaz na construção das suas personalidades femininas, mostrando uma força inerente à mulher, mas que se ofuscava diante do contexto histórico. Por fim, como é característica dos romances de James, seus personagens acabam se conformando com o que é lhe imposto, deixando as marcas da liberdade no passado.

Lero-Lero

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O verso coloquial marcante da poesia brasileira é registro de Antônio Carlos Ferreira de Brito, o Cacaso. Viveu nos anos 70 e presenciou a Ditadura Militar, logo se encontrou na chamada poesia marginal. Após sua morte precoce, em 1985, teve poucos livros reeditados. Em 2004 a Cosac Naify lançou o volume Lero-Lero, onde reuniu seu primeiro livro Palavra cerzida, de 1967, até o último, Mar de mineiro, de 1982. Ainda conta com créditos inéditos alheios de publicações.

A Montanha Mágica

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Livro inspirado no caso de tuberculose da esposa do autor, Katharina Mann, A Montanha Mágica é um dos romances mais influentes do século XX. O segundo grande romance de Thomas Mann narra a história do jovem Hans Castorp, que ao visitar uma clínica para tratamento da tuberculose, na Suíça, passa a refletir sobre as circunstâncias da vida e o enfrentamento da morte, gerando diversos debates filosóficos. A Montanha Mágica foi também responsável pela vitória do Prêmio Nobel de Literatura em 1929 de Mann.

Sagarana

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Primeira obra de Guimarães Rosa publicada em livro, Sagarana é uma reunião de contos que teve sua primeira versão, em 1938, inscrita no Concurso Humberto de Campos. Sob o título Contos e assinatura do pseudônimo Viator, a publicação foi premiada em segundo lugar no concurso, deixando Maria Perigosa, de Luís Jardim com o primeiro lugar. Os nove contos de Sagarana giram no mundo do sertão, seus vaqueiros e jagunços, já mancando um estilo próprio do autor, que irá se aprofundar em textos seguintes.

Em busca do tempo perdido

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A obra de Marcel Proust, Em busca do tempo perdido, corresponde aos sete volumes escritos pelo autor entre 1908 e 1922, onde foram publicados entre 1913 e 1927. Dedicou todos esses escritos a grande reflexão do mundo humano, tendo o papel da memória como tema central e também outros assuntos como a homossexualidade. Essa grande obra da literatura universal possui uma tradução brasileira clássica feita por Mário Quintana, responsável pelos volumes 1 a 4, Manuel Bandeira e Lourdes Sousa de Alencar, responsáveis pelo volume 5, Carlos Drummond de Andrade, pelo volume 6 e Lúcia Miguel Pereira, pelo volume 7.

Filosofia Verde

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Como pensar seriamente o planeta? O autor Roger Scruton tem esse objetivo em sua obra editada pela É Realizações. Por muito tempo o meio ambiente tem sido território da esquerda política, aliadas às discussões sobre consumismo e capitalismo. Em Filosofia Verde, Scruton aponta as falácias por trás desse modo de pensar, e traz novas maneiras de enfrentar os perigos entrelaçados à questão ambiental. Discutindo a urgência do tema e seu problema político é que a obra se faz necessária e atual.

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