Francisco

susana

Sonhei com você. Os mesmos arrepios e tremores, as mesmas palavras e promessas. Mas o seu olhar trazia o peso da verdade.

Suas mãos escorriam pelos meus seios, minhas costas, minhas coxas – todas aquelas loucuras das manhãs de domingo. Mas quando encontrava seus olhos, eu sabia do fim.

Na ponta dos seus dedos, todos os meus caminhos. Na sua língua, o meu prazer. Mas você me olhava e eu não podia fugir da verdade.

Era com os braços em volta da minha cintura que você me dizia sobre o amor, frase por frase, repetiu tudo aquilo que eu gostava tanto de ouvir. Mas quando nossos olhos se cruzavam na penumbra do quarto, o silêncio; amargo silêncio.

Nesse sonho de desvarios eu sentia cada pedaço seu, podia tocá-lo, falar, fruir. Meu corpo se contorcia no seu e juntos apertamos nossas mãos com tanta força que senti aquele misto de dor e prazer. Mas a frieza do seu olhar me derrubava sempre na realidade e de alguma maneira eu sabia que não era verdade. Mesmo assim, a primeira coisa que pensei hoje pela manhã foi em escrever para te convidar: vem sonhar comigo? Já não me importa que você me condene no olhar e que suma depois. Não me interessa o que você pensa ou sente. Já não tenho interesse pelo que vem depois, estou com saudade do seu corpo.

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