Cinema. Ed. 186

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Rio, 40 Graus (1955)

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Como muitos sabem, Glauber Rocha foi a grande liderança do Cinema Novo no Brasil, Deus e o diabo na terra do sol (1964) não foi seu primeiro trabalho, mas, definitivamente, é o marco para esse tipo cinematográfico. Antes da chegada desse filme e de outros de mesmo estilo, Rio, 40 graus, de 1955, foi embrionário e revolucionário, tornando-se referência do Cinema Novo, espécie de fonte para estreia de Glauber. 

O filme de Nelson Pereira dos Santos projetou nas telas algo não feito antes pelo cinema brasileiro. De uma produção rápida e barata, mostrou a condição de vida da população moradora de favela, sem preconceito ou romantizada, com muito realismo e lirismo, Rio, 40 graus revelou outra face do Rio de Janeiro e do Brasil de então, marcado pelo subdesenvolvimento da era JK. Glauber Rocha falou sobre o filme: “Explodiu o primeiro filme revolucionário do Terceiro Mundo antes da Revolução Cubana.”

Paris is Burning (1990)

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Com produção em 1990 e lançamento em 2005, Paris is Burning de Jennie Livingston é um documentário sobre Drag Queens e a comunidade LGBTI dos anos 80 em Nova York. Mostrando a realidade das travestis e gays durante a vida noturna, o filme trcinema 3 paris capaaz à tona a cultura de Drag Queens e suas relações interpessoais, dificuldades, preconceitos e as maneiras encontradas para escaparem da intolerância. 

Na maior parte do tempo em guetos e periferias, as comunidades LGBTIs expostas no filme encontram em “seus iguais” a saída para o reconforto e segurança, criando um circulo de amizade e família. Paris is burning e sua dose emocional nos deixa face-a-face com uma realidade quase esquecida, à margem do tido como ‘normal’. Hoje é referência para os filmes que buscam retratar a temática.

Janela Indiscreta (1954)

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Filme considerado um dos melhores de seu diretor, Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta foi baseado em um conto de Cornell Woolrich. Marcado por mistério, o filme estrelado por James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corei, Thelma Ritter e Raymond Burr, recebeu quatro indicações ao Oscar e foi exibido no Festival de Veneza de 1954.

O longa narra a história de um fotógrafo profissional, que após um acidente de carro quebra a perna e tem de ficar em repouso em seu apartamento. De seu espaço ele consegue observar seus vizinhos pela janela e o que fazem diante dela. Acaba percebendo uma dançarina, Senhora Torso, um solteiro pianista e compositor e também uma escultora. Janela Indiscreta foi rodado inteiramente nos estúdios da Paramount.

Elefante branco (2012)

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Dirigido por Pablo Trapero e protagonizado por Ricardo Darín, o ator mais requisitado do cinema portenho, Elefante Branco narra a história de um padre com um papel social de se surpreender nos subúrbios de Buenos Aires. Com sua paróquia localizada na área marginalizada da cidade, na Villa Virgen, o padre se envolve na violência e na miséria, lutando contra a realidade da população que ali está, mais a briga entre os traficantes e uma polícia corrupta.

O filme levou ao Festival de Cannes, no mesmo ano de lançamento, a exposição de fatos muito comuns nos países latino-americanos, com óbvia crítica social. O diretor coordenou diversos atores amadores e câmeras únicas e variadas, elevando o nível de seu filme, além de seu caráter crítico.

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