Rogério

susana

Mais de dez anos passaram desde a última vez que você desabotoou meu vestido. Eu ainda sinto os mesmos arrepios, iguais tremores, respiração trôpega. Estou convencida de que isso nunca vai passar.

Ontem, enquanto atravessava aquela rua em frente ao passeio perto da casa onde tantas vezes sentimos o calor do corpo, lembrei que quase todos os dias nos jurávamos para sempre. Uma lágrima desobediente despencou e é por isso que eu te escrevo.

Depois de tanto tempo, nós dois com famílias formadas, não consigo deixar o passado em seu lugar e seguir. Lembro de tudo, a distância me faz sofrer. Nunca mais uma emoção verdadeira, nunca mais um gozo, nunca mais um sorriso.

Quero você em minha cama, Rogério. E quero hoje! Venha depois das três da tarde, a casa estará vazia, mal posso esperar por nosso reencontro.

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