Cinema. Ed. 188

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Aquarius (2016)

cinema1_aquarius_capaFilme visto no 69° Festival de Cannes em 2016, Aquarius mostrou-se pertinente com suas críticas atuais e necessárias. Apontando o conflito entre o novo e o velho, o esquecimento e a memória, Clara, personagem da atriz Sonia Braga, dona de um apartamento cobiçado por uma imobiliária, se nega a vender o imóvel quando todos os outros apartamentos do prédio já foram vendidos. Ela recusa, elevando suas necessidades e a importância do local para sua história e da sua família. A partir daí as ameaças sutis e as provocações dos insistentes compradores tomam conta da trama, indicando o conflito e as dificuldades de Clara em escapar das negociações forçadas.

A escolha por Sonia Braga do diretor Kleber Mendonça Filho não foi por acaso. Nos anos 1980 ela foi ícone de beleza e símbolo sexual, atualmente estava longe das telas, demonstrando conectar sua narrativa com a realidade brasileira trouxe a atriz à tona novamente. Ela não decepcionou, seu papel foi elogiado pela crítica e emocionou quem assistiu com uma das suas maiores atuações.

Renoir (2012)

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cinema3_renoir_capaRetratando os últimos anos de vida do pintor Pierre-Auguste Renoir (1841 – 1919), então consolidado, o longa de 2012 destaca uma fotografia alinhada com o Impressionismo do artista. As cores vivas, o espaço tranquilo e natural, com variações da luz, leva o telespectador a captar o mundo visto e representado por Renoir, artista que permaneceu ligado à pintura até os últimos momentos da sua vida. Com esse claro objetivo, o filme também mostra o início da relação de Jean Renoir com o cinema, lugar em que se consagrou profissionalmente no decorrer do século XX. Um jovem ainda entusiasmado em defender seu país da Primeira Guerra Mundial, que se tornará criador de clássicos como A Grande Ilusão e A Regra do Jogo, e um velho, artista consagrado que já dividiu experiências artísticas com Monet. Entre outras belezas que o filme aborda, a inspiração e a força da jovem Andrée se faz presente e marcante na vida do Renoir pai e Renoir filho, em cada arte ela estará presente, como musa e como influência pensante.

Magic Town (1947)

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cinema2_magictown_capaQuando os veículos de comunicação ganharam força a partir do século XX passou-se a acreditar que eles seriam capazes de dominar a vida das pessoas. Dizer a elas o que comprar, onde ir, em quem votar etc. Quiseram por isso à prova. Seria a mídia capaz de tudo isso? Então surgiram os institutos de pesquisa. Conta a lenda que no início das medições, ainda de maneira muito rudimentar, um dos métodos de pesquisa era medir o reservatório de água da cidade: quem é a favor de candidato x dá a descarga; agora quem é a favor de candidato y dá a descarga.

O filme sugerido conta a história de uma cidadezinha nos Estados Unidos que representava exatamente a opinião pública nacional. O que era o sonho de todos os partidos, pois passaria a ser muito mais barato realizar pesquisas. O grupo de pesquisadores que descobriu a coincidência vai à cidade e usa os habitantes como cobaias para várias pesquisas. Mas a relação entre o chefe da equipe e a editora do jornal local coloca o segredo em risco, levando posteriormente a cidade à loucura e abalando totalmente a credibilidade da pesquisa. Magic Town foi dirigido por William Wellman e estrelado por James Stewart e Jane Wyman.

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